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quarta-feira, 20 de junho de 2007

PROGRAMA FOME DE LER



Saiu a relação de escolas do Programa de Leitura Fome de Ler.

Eu estarei nas seguintes Escolas:



E.M.E.F Capitão Garcia - Município de Sertão Santana

E.E.E.M Comendador Eduardo Secco - Município de Sertão Santana

EMEF D. Pedro II - Município de Barão do Triunfo

terça-feira, 19 de junho de 2007

MINHA OFICINA NA FUNDAÇÃO ECARTA PRÓXIMO SÁBADO 23/6




ACABA DE SAIR MEU NOVO LIVRO


SISTO, CELSO. Lebre que é lebre não mia. Ilustrações do autor. São Paulo, Larousse, 2007. 40 p.


SEGREDOS POR TRÁS DAS HISTÓRIAS

A África toda é um “mar de histórias”! São muitos povos, muitas culturas, muitas línguas, e claro, muitas coisas diferentes!
Eu, que adoro as histórias que as pessoas contam por aí, de boca em boca, de ouvido a ouvido, venho pesquisando muitas histórias africanas. Com isso, formei uma enorme coleção de mitos, lendas, contos e fábulas africanas.
Nestas narrativas, que são muito conhecidas na África Meridional, aparecem uma infinidade de histórias da lebre. Nelas, a lebre é ágil, esperta, e acaba conseguindo o que quer. É sempre uma vencedora, porque usa a inteligência, porque usa a astúcia! Aliás, dizem que o único animal capaz de vencer a lebre em esperteza é a tartaruga, que também é cheia de histórias na África!
Mas tenho de lembrar que, como se trata de outro continente, e como há uma grande mistura de culturas, nem sempre as histórias são parecidas com as que conhecemos ou como esperamos que sejam, não! A gente até pode estranhar a violência de algumas histórias africanas, mas não podemos esquecer que elas são frutos de um mundo natural, regido por forças que nem sempre conhecemos tão bem ou de perto! Não estamos dentro daquele universo e, por isso mesmo, vemos as coisas com outros olhos!
Selecionei algumas histórias e as reconto aqui, principalmente para me aproximar desse lépido animal, que foi sempre o meu preferido, desde a infância; depois, para proporcionar ao leitor brasileiro, o contato com histórias muito pouco conhecidas por aqui; e, por fim, para que a gente possa rir um pouco com as coisas que a lebre apronta!
A primeira história, “A lebre prepara a terra para plantar”, e a quarta, “O pedido da lebre ao grande gênio do bosque”, são da África Ocidental; a segunda, “A lebre e o fabuloso inkalimeva”, é uma história xhosa, do sul da África; a terceira história, “A lebre e o leão vão caçar”, é da Etiópia.
Diz o ditado popular: “Ao galgo mais lebreiro, foge a lebre em janeiro”. E, para dar nó na língua, podemos dizer também: “ Leve, lépida lebre ladina”. Mas, se quiséssemos, poderíamos também cantar, para lembrar que muitas vezes essas histórias estão inseridas em rituais com instrumentos, danças e músicas. Bom, para que ler seja sempre uma festa, mesmo que só lá no fundo da nossa imaginação a gente possa ouvir, ver e se embalar ao som dessas palavras: “Hem! yau! hem! yau! abala sem hala sem, hem! yau! hem! yau!”
[1]
Agora, deixo aqui um beijo miúdo pra todos, dividido ao meio, como biquinho de lebre, para se multiplicar!
E para terminar, podemos dizer, sempre ao final de cada história, como dizem muitas vezes os próprios narradores africanos: “Aí está meu conto, doce ou não, leve um pouco dele e deixe que o resto volte para mim”!

Celso Sisto


[1] Isso! Assim! Isso! Assim! Os homens fogem de mim, as mulheres fogem de mim. Isso! Assim! Isso! Assim! (Kabiye, Togo)

segunda-feira, 18 de junho de 2007

DISTRIBUIDORES DOS MEUS LIVROS NO RIO GRANDE DO SUL

PAULO LIVROS
Paulo Roberto de Souza
Av. Panamericana, 287 – Parque da Matriz
CEP: 94950-330 – Cachoeirinha – RS
(51) 3469-2924
9135-7716

APRENDE BRASIL SUL DISTRIBUIDORA LIVROS LTDA
Cristiane Schell
Rua Ramiro Barcelos, 386 – floresta
CEP: 90035-000 Porto Alegre – RS
(51) 3312-1234
cris@aprendebrasilsul.com.br
contato@aprendebrasilsul.com.br
www.aprendebrasilsul.com.br

LUCINDA LIVROS
(51) 3402-0267
lucindalivros@bol.com.br

DOM QUIXOTE (só o meu livro da Scipione)
Contato: Sr. Valdir
(51) 3337-4686

LIVRARIA LEITURAS E GOSTOSURAS
Contato: Carla (Cachoeirinha)
(51) 3470-4760
9247-8304

DS LIVROS
Estância Velha
Contanto: Dilva Pacheco e Sergio Pieretti
(51) 3561-0259/9972-1225
dslivros@terra.com.br

CONTANDO A GENTE ACREDITA


CONTANDO A GENTE ACREDITA[1]


Celso Sisto[2]

Hoje não há mais a fogueira e o ritmo da noite aconchegando ouvintes em torno dos acontecimentos guardados na memória do narrador tradicional.
Hoje não há mais a música do tear entrelaçando as histórias que se contavam como cânticos de trabalho.
Também há a distância e o tempo empurrando os olhos para as imagens prontas e as palavras frouxas que não acendem a imaginação.
Com tudo isso, poder-se-ia dizer: contar histórias é uma arte sem lugar às portas do século XXI.
Mas, vamos experimentar convidar algumas pessoas. Sim, pessoas! Aquelas que ainda podem ouvir algo mais que suas próprias vozes e que são capazes de acolher palavras, no silêncio preenchido por uma pausa, um gesto, um olhar. Juntá-las em semicírculo e ficar bem próximo a elas - a distância necessária para que cada uma sinta-se única sem prescindir do grupo - e, então, deixar o olhar fitar o avesso e ir-se derramando, palavra por palavra, no córrego da emoção.
É esse o primeiro passo para acordar a imaginação.
Então contar de reis e rainhas, príncipes e princesas, gnomos e duendes, meninos e meninas, animais falantes e coisas de outro mundo e coisas desse mesmo mundo, só que contadas com jeito de quem viu ou viveu o que fala e repete a história com emoção renovada a cada vez. Sim, porque contar histórias depende muito também de quem ouve. As crianças se encantam com o possível e o impossível. Os adultos se encantam em vislumbrar um caminho que lhes devolva o sonho.
O que vale mais é sentir a liberdade de ser co-autor da história narrada e poder receber a experiência viva e criar na imaginação o cenário, as roupas, a cara dos personagens, o jeito de cada um, as cores - tudo que foi apenas sugerido pelo narrador.
E, com certeza, depois vai ficar ecoando através do tempo aquelas histórias ou partes que são valiosas, belas e memoráveis. Vai dar vontade de conferir nos livros aquela história que fez nossos olhos enluarados piscarem num brilho renovador.
E o melhor é que o lugar para ouvir histórias vai depender também de quem conta. Pode ser na sala de aula - transformada em pátio de castelo -, pode ser na sala da casa - transformada em sala do trono -, pode ser embaixo de uma árvore - transformada na torre mais alta da fortaleza - e ainda numa praça, num campo, numa biblioteca, aproveitando para dar a cada lugar o desenho necessário para enriquecer a narração. Agora, se isso tudo despertar o sabor de um passeio com o qual se sonhou há muito, não perca tempo, brinque de SER!
O mais importante é que todos saiam satisfeitos, com a sensação de que a criação da beleza pode se dar em palavras, com a força de quem refaz o mundo no espírito, no mistério, no humor, na maravilha, e depois abre a porta para o insuspeitado.
A grande dica para ser um bom narrador de contos é ler muito; os livros, as placas, os gestos, as pessoas, a vida que vai em cada coisa. E não ter pressa: o contador de histórias tem que ter paixão pela palavra pronunciada e contar a história pelo prazer de dizer (que é muito diferente de ler uma história, que também é diferente de explicar uma história!). Mas igualmente deve ser sua paixão pelo silêncio. E esse é o aprendizado mais difícil para o imediatismo que nos assola nesse final de século! Só quando o silêncio interior se torna insuportável é que o contador está pronto para contar uma história. É preciso estar cheio desse silêncio para que contar a história seja absolutamente necessário. Toda preparação de história produz um rumor silencioso que vai se amplificando até explodir na palavra. Esse é o processo de maturação de uma história, sem o qual não há contação!
Mas, auto lá! Só se conta bem aquela história que a gente amou, estudou e contou pras paredes, pro teto, pro espelho, pros filhos, até que ela brote dos lábios com veemência, convicção, detalhe e emoção.
O momento de escolher uma história pra contar é muito importante. Critério indispensável é o que leva em conta a qualidade literária ( o trabalho com a linguagem escrita) do texto que vai ser contado. Então abrir espaço para o lúdico, para o humor, sem deixar de observar a força e coerência dos personagens, atentar para a magia e a fantasia ou o real entremeando os diálogos fluidos e ricos. É sempre bem vinda a sugestão poética perspassando o texto e tocando a sensibilidade do ouvinte!
Quem conta tem que estar disposto a criar uma cumplicidade entre história e ouvinte, oferecendo espaços para o ouvinte se envolver e recriar. Esses espaços de locomoção do ouvinte dentro de uma história podem ser construídos pelas pausas, silêncios, ações, gestos e expressões, de forma harmônica. O contador de histórias não pode ser nunca um repetidor mecânico do texto que ele escolheu contar. Como garantia de uma narração viva estão elementos como originalidade, surpresa, conflitos instigantes, questionamentos nas entrelinhas, a agilidade da contação e a expressividade.
Mas contar bem uma história é também saber evitar o didatismo e a lição de moral; os estereótipos da palavra e dos gestos; o maniqueísmo e os preconceitos; o óbvio, o modismo e o lugar comum. Em geral, na escola, a escolha de um texto para ser contado tem, quase sempre, o poder de determinar conteúdos a serem estudados. Mas quando a história contada vem em função de instaurar um espaço lúdico, ela pode gerar um outro tipo de expectativa: não mais a da cobrança, mas a do encantamento.
Uma história é feita, na cabeça do ouvinte, pela construção de expectativas, frustrações, reconhecimentos e identidades. Uma boa história sabe operar isso de maneira a adiar e prolongar o prazer para um outro tempo preciso; e tirar da sua forma, da sua própria construção um prazer ainda maior. E uma história estimulante pode apresentar toda sorte de construção. O que se oculta e vai sendo revelado aos poucos é próprio do jogo, também da linguagem. É por isso que o contador de histórias é também aquele que descobriu que brincar com as palavras é prazeroso.
Mas, se o público for misturado, vá com calma. Escolha histórias sem fronteiras, que é pra encantar todo mundo. Depois, quem sabe será preciso inventar novas histórias para desvirar o filho de sapo em príncipe, ou transformar a mãe na "fada que tinha idéias", a árvore da escola em escada para o céu. Depois passe também o chapéu para outra cabeça, porque já se sabe que quem conta um conto, aumenta um ponto, uma vírgula, uma exclamação e uma boca aberta diante da possibilidade de se construir um mundo melhor - povoado de histórias.
E para ficar ecoando: quando optamos por contar histórias, optamos por uma série de resgates: recuperar nossa infância e as fogueiras invisíveis que sempre imaginamos a magia ideal para acender uma história; reencontrar nossos folguedos, medos (por que não?), mitos e assim refazer nossa trajetória afetiva; redefinir nossa imagem social diante daquilo que nos tornamos; revisitar nossa noção de cidadania para redimensionar nossas crenças na palavra como gesto sonoro capaz de se propagar ao infinito e incitar mudanças; remexer nossa imaginação com cargas sempre maiores de liberdade; recompor o lugar de seres criadores que todos ocupamos no mundo. Tarefas nada simples. Ainda inconclusas, uma vez que seguimos sendo esboços de inúmeros desejos e projetos. E é pelo desejo de falar com o outro que levantamos a voz . E a matéria do nosso sonho - que a princípio pode parecer fugaz, já que o ato de narrar oralmente não se perpetua no tempo e no espaço - só encontrará eco se levar, num próximo passo, o ouvinte ao livro. Aí sim, ao refazerem suas histórias de leitores, o contador de histórias ocupará nessas biografias um lugar especialmente resguardado pelo coração. E que toda essa fala aqui venha legendada pela urgência de novos contadores de histórias!
Agora o recado está inteiro!


[1] In: SISTO, Celso. Textos e pretextos sobre a arte de contar histórias (2ª ed. revista e ampliada). Curitiba, Positivo, 2005. p.19-24

[2] Celso Sisto é escritor, ilustrador, contador de histórias do grupo Morandubetá (RJ), ator, arte-educador, especialista em literatura infantil e juvenil, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e responsável pela formação de inúmeros grupos de contadores de histórias espalhados pelo país, dentre eles os grupos FLUISTÓRIA (Uberaba/MG), GWAYA (Goiânia/GO), HISTORIARTE (Macaé/RJ), MARIA MEXE ANGU (São José dos Campos/SP), QUITIBUM (Cubatão/SP), ESCUTA, SÔ (Belo Horizonte/MG), HISTÓRIA FIADA e TENTERÊ (Florianópolis/SC). Ele tem 28 livros publicados para crianças e jovens e recebeu os prêmios de autor revelação do ano de 1994 (com o livro Ver-de-ver-meu-pai, Editora Nova Fronteira) e ilustrador revelação do ano de 1999 (com o livro Francisco Gabiroba Tabajara Tupã, da editora EDC); ambos concedidos pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Vários dos seus livros também receberam o selo Altamente Recomendável, desta mesma Fundação.

domingo, 17 de junho de 2007

O CONDENADO




SOU INCOMPLETO
MAS NÃO SOU
NADA DISCRETO...
DANÇO DE PRETO,
DE ROXO,
DEBAIXO
DO ARCO-ÍRIS
PRA VER
SE O PEITO

SE RASGA
E ME OBRIGA
A EXPOR
DE VEZ,
CADA UM
QUE DIVIDE COMIGO
ESSA HABITAÇÃO.

O CORPO-CASA,
ENTRE CARTAS
E APOSTAS
AINDA
PAGA PRA VER

MORREM MUITOS
DE MIM
À CADA MINUTO
NASCEM OUTROS
SURDOS

E OS DEDOS
IMUNDOS
CONTINUAM
CAVOCANDO
A TERRA.

NÃO HÁ COMO
PLANTAR
SEM SUJAR
AS MÃOS.








sábado, 16 de junho de 2007

MEUS LIVROS



SISTO, Celso. Ver-de-ver-meu-pai. Il. de Roger Mello. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1994. 24p.

__________. Assim é fogo! Il. de Ivan Zigg. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1995. 32p.

__________. Beijo de sol. Il. de Marilda Castanha. Rio de Janeiro, Ediouro, 1995. 16p.

__________. Mas eu não sou lobisomem! Il. de Denise Rochael. Belo Horizonte, Lê, 1996. 24p.

__________. O dono da voz. Il. de Mariana Massarani. Belo Horizonte, Dimensão, 1997. 24p.

__________. O encantador de serpentes. Il. de Nelson Cruz. Belo Horizonte, Dimensão, 1997. 32p.

__________. Porque na casa não tinha chão. Il. de Lula. Belo Horizonte, Dimensão, 1997. 24p.

__________. O pequeno cantador. Il. de Roger Mello. Belo Horizonte, Dimensão, 1997. 32p.

__________. Quase que nem em flor. Il. de Graça Lima. Belo Horizonte, Dimensão, 1997. 32p.

__________. Enquanto eles dormem. Il. de Graça Lima. Belo Horizonte, Dimensão, 1997. 32p.

__________. Amor meu grande amor. Il. de Marcelo Martins e Teresa Cristina Amiran. Curitiba, Módulo, 1998. 32p.

__________. Anjo de papel. Il. de Graça Lima. Curitiba, Módulo, 1998. 24p.

__________. Francisco Gabiroba Tabajara Tupã. Il. do autor. Rio de Janeiro. EDC, 1999. 24 p.

__________. A noiva do diabo. Il. do autor. Chapecó-SC, Grifos, 2000. 24p.

__________. Vó que faz poema. Il. do autor. Belo Horizonte, Santa Clara, 2000. 28p.

__________. Textos e pretextos sobre a arte de contar histórias. Chapecó-SC, Argos, 2001. 138p.

__________. Ora, pitombas! Il. do autor. Porto Alegre, WS, 2005. 80 p.

__________. Textos e pretextos sobre a arte de contar histórias (2ª edição revista e ampliada). Curitiba, Positivo, 2005. 144 p.

__________. Emburrado! Il. de Suppa. São Paulo, Paulus, 2005. 32p.

__________. O cocô do cavalo do bandido. Il. André Neves. Porto Alegre, WS, 2005. 184p.

__________. Eles que não se amavam. Il André Neves. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2005. 32 p.

__________. Angelina. Il. do autor. São Paulo, Larousse do Brasil, 2006. 32 p.

__________. Ururau, praga e pica-pau. Il. Graça Lima. São Paulo, Scipione, 2006.
48 p.
"A VIDA É DESENHADA SEM BORRACHA"

sexta-feira, 15 de junho de 2007

MEU ANIVERSÁRIO


Sempre achei bom comemorar o meu aniversário. Não tem essa de esconder a idade e estar ficando velho! Acho tudo isso uma bobagem. Tenho orgulho em dizer que estou fazendo 4.6 no dia 16!!!! Sou o mais puro geminiano! Inconstante, volúvel, imprevisível, uma porção de coisas assim, flutuantes. Mas sou tão intenso que cada vez que alguma coisa explode no meu peito é como se tivesse início a próxima guerra mundial! Uau! Vou do frio ao calor em frações de segundos. Vou do amor ao ódio em menos tempo ainda! Mas assim, como os pássaros chegam e pousam com a maior rapidez na minha cabeça, eles voam e vão embora num passe de mágica. E aí fica o osso, o esqueleto, a essencia, que é de menino, levado e inventivo. Por isso, talvez, as palavras me encantem tanto, me façam ávido, cada vez mais, por aprender a conformá-las no jeito exato do que quero contar com elas. Os livros que povoam a minha vida e o meu imaginário nascem assim, desse desejo imenso de polir as palavras e salvar os fantasmas, para que eles digam, de vez, o que eu não poderia dizer de outro jeito.
Tenho tanto a agradecer à vida, aos amigos, à família, porque de modo simples e brutal eu sou essa soma toda.

OFICINA EM CAMAQUÃ




Dia 12 de junho de 2007 estive em Camaquã, ministrando uma oficina sobre "A arte de contar histórias" para os professores da cidade. Trabalhei com um grupo de 43 professores e foi muito bom. Os professores estão bastante sensibilizados para o uso dessa linguagem artística, e o resultado dos exercícios foi muito rico. Fiquei feliz de vê-los contando histórias e participando das brincadeiras para fazer uma história ficar de pé, através do que chamo de "tripé da história". A Secretaria de Cultura, que promoveu o encontro, tem feito coisas muito boas lá. A professora Roberta, que foi quem me convidou é uma grande promotora de leitura na cidade e nas escolas onde trabalha. O encontro faz parte da preparação para a Feira do Livro da cidade, que acontecerá em final de setembro/início de outubro.


Uma outra coisa boa me aconteceu em Camaquã: escrevi um novo texto infantil, que se chama "TININHA CEREJA", que espero, em breve estará em algum livro meu. Saí de lá duplamente encantado: com as pessoas e com o presente literário que a cidade me deu, o de ser fonte inspiradora de uma nova história minha! E isso, certamente, estará na dedicatória do livro! Solange, Roberta, Fernanda, Tuli, todos, obrigado pelo carinho!