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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

MENSAGEM DE NATAL

Todo ano tenho mania de escrever uma mensagem de Natal, como se fosse um cartão, e enviá-la para todos os meus amigos. Agora, no final de 2007, escrevi um poema, e como de costume, mandei para toda a minha lista de amigos. Recebi "milhões" de retornos, comentários, agradecimentos, parabéns, etc. por causa do poema. Então, resolvi colocá-lo aqui no meu blog.


AVISO NO CÉU
Celso Sisto


A estrela era cadente,
candente,
tremente,
sei lá!
Muito quente, talvez,
para retê-la nas mãos!

Eu juro!

Trazia luz para o mundo!
Um muro?
E eu mudo?

Mudo sim!

Transfiro toda a escuridão
do mundo para um tempo
de sub-mundos, esse tempo
em que os homens rastejavam,
e na irracionalidade,
também matavam uns aos outros,
fosse em quedas de aviões e vôos arriscados,
em usurpações do patrimônio,
público e privado,
em privações de comida e afeto,
em dilapidações do fatal diamante:
a alma!

Fecho para sempre a porta da caverna.
Que fiquem ali esquecidos dos arqueólogos,
os resquícios da guerra urbana, da miséria humana.
E enterrados os monstros e fantasmas
que arrastam correntes e crianças
pelas ruas ásperas da nossa era.

Mas deixarei aberto o estábulo.
Mesmo que eu quisesse fechá-lo,
seria impossível,
pois não há porta que tranque
dois mil e tantos anos de nascimento.

Que se renova! E se renova!
E brinca no céu,
como uma nova fase da lua!


Talvez existam olhos,
para documentar o milagre!

Mas, espere!
Acorrem animais de todos os cantos!
Talvez nessa hora nosso lado obscuro
Pudesse tirar vantagem do parentesco
Com os bichos!

Anjos, música, presentes, magos -
Tudo o que é iluminado,
foi tocado, de algum modo,
por uma fagulha de vida!

Essa, que se multiplique,
que se espalhe no ar,
e atravesse o portal
de mármore do ter
e se incendeie na manjedoura
do ser.


Que 2007 cumpra seu destino, acordando afetos!
Que 2008 seja um verdadeiro banquete de dignidade!
Que possamos olhar ao redor e reconhecer as pessoas

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