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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

OUTRO LIVRO NOVO!

No mês de dezembro, antes que o ano fechasse suas portas, saiu outro livro meu. Eu estava na maior expectativa por esse livro. O livro é resultado de uma pesquisa longa. São 29 contos africanos, das mais variadas etnias, recontados por mim. As ilustrações também exigiram um tempo enorme! Trabalhei com desenhos que são padrões de tecidos, e procurei usar desenhos e cores próprias da etnia a qual está ligada cada história. Esses desenhos funcionam como moldura na ilustração, e na parte central de cada ilustração, usei desenhos em preto e branco e preenchi, quase sempre, um dos personagens com desenhos de símbolos também africanos. Fiquei bastante feliz com a qualidade do livro. O livro é de capa dura e faz parte de uma coleção da editora Paulus.

Confira a capa

SISTO, Celso. Mãe África: mitos, lendas, fábulas e contos. Il. do autor. São Paulo, Paulus, 2007. 143 p. R$ 42, 00

Na Introdução do livro eu explico um pouco mais:

Chegar aos textos que compõem esta coletânea foi um trabalho longo e árduo. Há muito tempo venho reunindo contos populares africanos por uma série de motivos: minha paixão pelos contos populares e pela cultura popular; meu interesse e curiosidade por histórias que vêm de todos os lugares possíveis. Isso sem falar na musicalidade das histórias, na beleza dos nomes dos personagens, na estética e ética, muitas vezes incomuns para nós sul-americanos, motivos sempre encantadores e encantatórios!
Todas as histórias aqui são recontos! Isso quer dizer que as reescrevi a partir de uma base, ou seja, a partir de um outro texto escrito ou oral. Não inventei nada, apenas vou contando as histórias do meu jeito. Portanto, essas histórias são heranças do tempo e patrimônio de todos. E estão aqui para fazerem parte, de agora em diante, e para sempre, do imaginário do leitor, como já fazem do meu!
Fazer uma coletânea implica em fazer escolhas. E por isso acabamos deparando-nos também com nossas preferências pessoais. Isso é inevitável!
Também me chama a atenção a intercomunicação das histórias. Explico: às vezes, numa história que sabemos vinda de longe, com nomes de personagens diferentes, com outro jeito de contar, com episódios nunca antes imaginados, há, na sua essência, alguma coisa que nos é familiar. Essa sensação é gostosa! É a identidade na diversidade!
Então, apesar de a “cor local”, diversidade de contextos culturais, crenças, hábitos, organização social etc. estarem por trás das histórias, elas se assemelham, se intercomunicam, fazem eco com outras tantas histórias espalhadas pelo mundo. E essa “rede” de histórias me fascina!
Um dos critérios que usei para escolher as histórias que iam estar no livro foi o da diversidade. Eu queria aqui histórias das variadas etnias que formam o continente africano. São muitas, são milhares! Na verdade, são muitas Áfricas!
Outro critério foi tentar privilegiar histórias que eu sabia que não estavam publicadas em português. Esse foi, na verdade, um critério de grande peso para mim.
Mas o principal critério foi a beleza. E aqui poderíamos passar horas: beleza da maneira como determinado assunto vira história; beleza que se esconde na sucessão das soluções mágicas encontradas pelo povo para resolver determinados dramas; beleza na maneira de explicar para o outro uma atitude inesperada; beleza para falar das coisas que se aninham no coração.
As histórias aparecem no sumário do livro com estas indicações: ou da etnia a que pertencem, ou do país ou países de onde vieram, ou da região geográfica em que estão inseridas. Em alguns casos foi possível mencionar tudo: etnia, país e região.
O livro, então é uma coletânea de 29 histórias, para usar uma denominação geral. Mas bem se sabe que aqui estão mitos, lendas, fábulas e contos propriamente ditos.
Tive que deixar de lado, para um próximo trabalho, tantas outras histórias maravilhosas. Certamente, o material coletado propiciará a continuidade deste estudo e publicações.
Por hora, espero que o leitor se delicie com esta festa de cores, sabores, nomes, fatos, feitos e fantasia! Eu não me canso nunca de reviver tudo isso, cada vez que leio estas histórias.
Celso Sisto

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