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sábado, 31 de maio de 2008

OFICINA EM BOM PRINCÍPIO



Na noite do dia 15 de maio de 2008 ministrei uma oficina sobre a "Arte de Contar Histórias", em Bom Princípio. Gostei tanto! O grupo era grande, animado, gostoso de trabalhar. Me diverti muito e pudemos trocar muitas emoções e informações. A oficina tinha a seguinte ementa e proposta de trabalho:




Ementa:

A arte de contar histórias e seus elementos técnicos (corpo, voz, intenções, etc.); a contação coletiva; o tripé da história; exercícios de sensibilização para o ato de contar; os cuidados e atenções para garantirem uma boa performance no momento da narração de uma história.


Proposta de trabalho:

A oficina se propõe a trabalhar os elementos técnicos essenciais da arte de contar histórias, de forma prática e lúdica, de maneira coletiva, sem a utilização de quaisquer outros recursos que não os próprios do instrumental humano.




O jornal Primeira Hora, que circula por todo o Vale do Caí, publicou uma matéria sobre o trabalho, na edição : ANO 15, Nº 765, Bom Princípio, 22 de maio de 2008, na página 6.




Dê só uma espiada!




PARTICIPAÇÃO DE LUXO!


Meu amigo Jason Prado, me convidou para participar deste livro que acaba de sair. Foi uma honra escrever um texto a partir de Andersen (que eu tanto adoro!) e estar ao lado de gente tão importante, meus grandes autores e inspiradores, especialmente Marina Colasanti e Bartolomeu Campos de Queirós. Estou gratificado, emocionado e feliz! E espero que o livro seja um sucesso!




DIFERENTES HERÓIS, DIFERENTES CAMINHOS




O livro é um festival de histórias e de cores. Os 4 autores que fazem parte do livro, foram convidados para escreverem seus contos a partir de uma história de Andersen. Celso Sisto escreve sua história baseada no Soldadinho de Chumbo. Os outros autores, Bartolomeu Campos de Queirós, Marina Colasanti e Graziela Bozano Hetzel, baseiam-se em A roupa nova do rei, O patinho feio, O rouxinol e o imperador, respectivamente. Há ainda, no livro, a participação de especialistas (Maria Clara Cavalcanti de Albuquerque; Eliana Yunes; Maria Aparecida da Silva Ribeiro; Elaine Cristina R. Gomes Vidal e Sueli de Oliveira Rocha), que fazem, na segunda parte do livro, um cruzamento das histórias de Andersen com as dos autores convidados. Há também uma apresentação da obra de Andersen, feita por Regina Zilberman, uma conferência de Marina Colasanti, sobre identidade, e um ensaio da professora Eliana Yunes, tratando de questões teosóficas e convidando Dostoievski para participar! O projeto gráfico do livro é belíssimo e explora as figuras recortadas em papel, pelo próprio Andersen, além de ilustrações de Angela Lago, Elisabeth Teixeira, Celso Sisto e Roger Mello. Os textos de Andersen, também figuram ao lado dos novos, em bonita tradução de Paulo Condini.


Veja a indicação completa do livro:


PRADO, Jason & MAIA, Ana Claudia (organizadores). Diferentes heróis, diferentes caminhos. Ilustrações de Angela Lago, Celso Sisto, Elizabeth Teixeira, Roger Mello e Hans Christian Andersen. Rio de Janeiro, Leia Brasil, 2008 (Cadernos de Leituras Compartilhadas). 104p.

LIVRO COM HISTÓRIAS DE ARREPIAR!




Acaba de sair da gráfica minha mais nova produção. É um livro de histórias para sentir medo! Para ficar arrepiado! De cabelo em pé! Eu, particularmente, adoro essas histórias. Quer conferir? Veja o que eu digo no texto de apresentação do livro:




Pra Começar …


Sempre gostei de histórias de terror. Histórias macabras, dessas que vão passo a passo ficando pesadas e fortes sem que a gente perceba; e que vão transformando o riso primeiro num sorriso de canto de boca, depois num esgar de medo! E ainda por cima, gelando os pés e as mãos. Mas ao invés de sair correndo, quero mais, muito mais contos assim!
Quando comecei a contar histórias oralmente – e lá se vão mais de 20 anos –, muito rápido descobri uma infinidade de histórias arrepiantes, que faziam a platéia delirar. Botar medo nos outros é muito bom... Hoje, depois de tanto tempo, tenho um grande repertório dessas narrativas, mas as que mais gosto são essas aqui, que reconto agora, neste livro.
A bruxa desencantada é baseada em Franklin Cascaes e está no livro “O fantástico na ilha de Santa Catarina , em que figuram histórias que ele recolheu da boca do povo. Aliás, a ilha da magia é repleta de histórias de bruxas e o “manézinho da ilha”, tem sempre um bom caso desses pra contar.
A noiva do diabo é bastante conhecida no Rio Grande do Sul. Quando vim morar no Estado, ouvi várias versões desta história e fiquei com vontade de contá-la. Por isso acabei escrevendo uma versão minha. Além dos relatos orais que ouvi, outra importante fonte para a história foi também o livro de Antônio Augusto Fagundes, “Mitos e lendas do Rio Grande do Sul. Aliás, dizem que a história aconteceu de fato, por volta de 1930, numa cidade gaúcha chamada Encantado – nome pra lá de sugestivo!
O estranho cavaleiro é a história de tesouros enterrados, que ninguém sabe exatamente onde, mas todo mundo quer achar. Os piratas eram mestres nisso! Os bandeirantes também! São muitas histórias deste tipo, em tudo quanto é lugar. Ela está presente em muitas coletâneas de histórias populares, tanto européias quanto brasileiras, principalmente contos populares de São Paulo. Na versão que conto aqui, a ganância dos sujeitos que têm a sua coragem posta à prova me provoca um certo riso de medo e uns bons arrepios!
A procissão noturna também é muita conhecida, principalmente quando se fala de histórias de almas penadas. Sempre vi esta história em coletâneas de contos, principalmente, contos mineiros, até que fiz uma viagem de trabalho para a Espanha e fui trabalhar nas Astúrias. E qual não foi minha surpresa ao encontrar naquela região espanhola uma variante da mesma história que eu conhecia... Juntei tudo, então: a memória, as outras versões e escrevi a minha...
Espero que o leitor sinta muito medo. Que tenha vontade de largar o livro, mas que curioso, continue lendo até o fim... Depois, se tiver pesadelos, não vale me culpar! RÁ! (Rá é grito para assustar!!!).
Boas tremedeiras, bons chiliques e trimiliques, se for o caso, mas, especialmente, boas leituras!


Celso Sisto




A indicação completa do livro é esta:




SISTO, Celso. Cruz-credo! Ilustrações do autor. São Paulo, Larousse, 2008. 64p.

PALESTRA EM PORTO XAVIER


Estive na quinta-feira passada conversando com professores, alunos e demais interessados, na feira do livro de Porto Xavier. Tínhamos umas 120 pessoas na platéia e o assunto era "A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS". Foi uma delícia! O público era super interessado, havia muitos alunos do curso de Magistério e contei as seguintes histórias: "Menina bonita do laço de fita" (Ana Maria Machado), "Os figos da figueira" (conto popular), "Um espinho de marfim" (Marina Colasanti) e "Maria Angula" (conto popular). A minha ida ao município foi patrocinada pelo SESC de Santa Rosa e contei com a companhia agradável da Adriele. Foi uma manhã inesquecível... pena que não pude ver o rio Uruguai, e a Argentina, logo ali do outro lado!!! Tive que voltar correndo... e o frio estava de matar! Mas ficou a promessa da Secretária de Educação de me levar, num outro momento, para dar uma oficina para os professores, já que o interesse foi grande! Espero voltar muitas vezes!!!!

OFICINA DE CRIAÇÃO DE TEXTOS PARA O PÚBLICO INFANTIL


Estou ministrando uma oficina de produção de textos, destinada a adultos que querem escrever para crianças, no SESC Santa Rosa. Nesta oficina abordo as seguintes questões: a matéria literária infantil e seus fatores estruturantes; as espécies literárias mais exploradas pela literatura infantil; a forma literária conto popular e seus desdobramentos; gêneros literários explorados pela literatura infantil, tendências da literatura infantil atual; novidades temáticas, desconstruções, paródias e releituras. No total são 5 encontros de 4 horas/aula, num total de 20 horas/aula. É pouco, bem sabe-se, mas dá pra produzir bastante. O ideal para este tipo de trabalho, em que vamos socializar a feitura de textos, é 15 alunos. Mas, em Santa Rosa, estou trabalhando com 25 alunos! Já apareceram alguns textos muito bons! O melhor deste tipo de trabalho é a troca, essa escrita coletiva, em que todo mundo dá palpite no texto de todo mundo. As conquistas são enormes! E principalmente, o contato com obras de qualidade de outros autores, com uma leitura orientada, para que se possa perceber o processo de construção do texto. Eu adoro fazer esse trabalho!
Já tivemos aulas nos dias 14 e 28 de maio. Agora ainda teremos aula nos dias: 04, 18 e 25 de junho. E claro, estamos sempre esperando o melhor dos nossos alunos!