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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

UMA ESCOLA MULTICULTURAL

Cor do texto
Ontem fui à escola MÁRIO QUINTANA, no bairro da Restinga (Porto Alegre) para conversar com os professores sobre os contos populares africanos, que é o tema da minha pesquisa de Doutorado.

E foi lindo o que encontrei por lá. Era dia de festa, porque era a semana da consciência negra! Os professores usavam trajes, detalhes que remetiam para a cultura africana, e ainda trocaram de nome, assumindo um nome africano, escolhido por cada um, para toda a semana.

Eu entrei na "dança" e passei a me chamar ali KAIRU, que é um nome de origem kikuyu, do Quênia, na região da África Oriental, e que quer dizer PRETO. Adoro! A cor, a raça, a sobriedade, a elegância, a região, as histórias populares quenianas!!!!! E eu ainda usei um chapeuzinho, daqueles africanos, que conhecemos bem aqui no Brasil, tipo Olodum.

Essa escola é um show... Parece que ali impera a arte e a convivência pacífica de muitas manifestações culturais. Todas as paredes são grafitadas, pela BINA e pelo JACKSON, artistas especialmente contratados para isso, com figuras e palavras bem coloridas, alegres, trazendo para o ambiente uma identidade bem própria.

Os professores estavam bem à vontade, e com um visível conhecimento da cultura africana, e mais: o interesse se estampava nos olhos!

Vi uma bela exposição de fotografias, feitas pela professora SILVANA BRASEIRO CONTI, na biblioteca da escola, de mulheres negras, com títulos e nomes sugestivos de mulheres famosas(mas as fotos eram de mulheres da escola, com títulos do tipo CHICA DA SILVA, DANDARA, CONSTÂNCIA DE ANGOLA, LELIA GONZALES, etc.), que provocavam um impacto e obrigavam o espectador a pensar nas histórias daquelas mulheres e na categoria de heroínas! Achei fantástico!

Outra coisa que me chamou a atenção foi o grande interesse pela música. Levei um CD com o som de um instrumento africano, a MBIRA, que despertou muito interesse!

Ah, tinha uma mesa de doces, com cocadas, balas de côco, quindim, bala de mel, muitos quitutes herdados das negras africanas... e que são comida dos orixás.

E ali se respirava África, de um modo muito natural.

Fui contar histórias, falar sobre os contadores africanos, os griôs; sobre os contos populares africanos e suas características de contos orais, mostrar histórias de família e de infância, recolhidas de fonte primária pela escritora AGNES AGBOTON... E voltei de lá mais africanizado, com um desejo ainda maior deCor do texto espalhar os contos africanos por esse país continental, para que o Brasil se reconheça, cada vez mais, na essência de suas verdadeiras cores! Somos todos negros! Não se pode negar! E Cor do textoque lindo!

Parabéns à Escola Mário Quintana que valoriza essa herança e espalha a igualdade... Parabéns às professoras da Biblioteca, em especial à querida GISELLE SEGÓBIA... que faz um maravilhoso trabalho, como o boneco africano que ela criou para a Biblioteca (e tudo o mais que ela faz ali naquele espaço!).
Não vi, mas fiquei sabendo que os alunos encenaram (com a direção das professoras GABRIELA GRECO, ANDREA AYRES e ISABELLA), maravilhosamente, a história do IFÁ, O ADIVINHO, baseado no livro do sociólogo Reginaldo Prandi. O mais legal nisso é perceber como essa mitologia dos orixás tem conquistado seu lugar ao lado de outras mitologias, que são mais populares no Ocidente... Finalmente parece que o povo brasileiro vai deixar de ter medo de encarar, de frente, a sua própria História.

domingo, 15 de novembro de 2009

O ESSENCIAL É INVISÍVEL AOS OLHOS...


Quando participei do Seminário "Por um espaço especial para a literatura na escola", promovido pela AEILIJ-RS, durante a 55ª FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE, escrevi um texto para a mesa-redonda da qual fiz parte, no dia 3 de novembro de 2009, cujo tema era "o essencial é invisível aos olhos na literatura infantil e juvenil", afirmação que parafraseia o "pequeno príncipe". Da mesa também participaram: Annete Baldi (editora), Anna Cláudia Ramos (escritora), Beloni Bágio (professora).


Como prometi que ia postar aqui o meu texto, estou cumprindo a promessa! Lá vai:


OLHOS BUSCADORES DE ESSÊNCIAS, MEMÓRIAS PERFUMADAS PARA SEMPRE
Celso Sisto


Um dos significados da palavra essência é perfume!
É também “concentrado”
É também “extrato”, “sumo”
A essência principal num perfume é o cheiro predominante, por isso se pode falar em perfumes amadeirados, florais, etc.
E a essência da literatura é o jogo de palavras? O lúdico pode saltar aos olhos... Mas a brincadeira pela brincadeira às vezes não fabrica uma essência... Então, textos apenas “brincantes” podem carecer de essência! Essa talvez seja a minha primeira crítica! Será que não há hoje, no mercado editorial, um excesso de livros querendo apenas brincar com o leitor infantil, impregná-lo de uma musiquinha que tem ritmo gostoso, que não sai da cabeça, mas que pode ser puro modismo! Feita pra tocar na rádio!
A essência precisa ser buscada com cuidado. Se fosse num processo químico, a essência ia aparecer quando todo o composto passasse por um processo de separação. No processo de separação das partes, às vezes se obtém uma quantidade tão pequena de essência! E esses perfumes são os que acabam logo, são os que evaporam rápido. São os textos em que o pseudo-literário é apenas um mau fixador. Quer dizer, para a literatura funciona de modo contrário: primeiro a gente lê, sente, prova, brinca, repete, sonha, imagina, completa, entende, desentende, amplia, etc., tudo misturado. Depois a gente tenta separar para compreender o processo formativo daquele texto que nos afetou tanto. A crítica age assim. O professor age assim. O leitor comum não age assim! Mas o professor pode ajudar a seus alunos, leitores seduzidos, a perceberem as maravilhas e os ingredientes que compõem o texto saboroso e perfumoso! Não para desconstruí-lo e despedaçá-lo, mas para ampliar ainda mais o seu sabor, para espalhar ainda mais o seu perfume!
Palavras só ganham perfume, só se aromatizam quando conjugadas de forma que gerem um conjunto harmônico, saboroso, gostoso de ouvir, de ler, de dizer. O sabor da palavra é o perfume da palavra. E a palavra preparada com sabor é capaz de ser perfume que se espalha na nossa pele, porque palavra saborosa propicia arrepio, faz a gente sentir a emoção correndo feito riozinho dentro da gente. Então, essência na literatura é tudo isso: é esse ficar em silêncio, talvez, ouvindo o marulhar das águas da emoção, atravessando os afluentes, lá dentro do nosso corpo.
A essência é o que distingue as coisas. Do contrário, todo e qualquer texto seria a mesma coisa! É a essência que individualiza cada obra, cada texto, cada autor. E cada texto exige de quem o apresenta, uma estratégia diferente. Por isso, quem escolhe como instrumento de trabalho a literatura, escolhe a permanente renovação, a permanente estratégia de sedução, escolhe um perfume que combine com cada ocasião e com cada roupa que se vai vestir. Mas, pelo amor de Deus, não estou falando de textos para cada data cívica do calendário! Isso seria o mesmo que os dias transversais, para não usar a palavra tema!!!! Ou trema!
Não importa quanto tempo se gaste para se chegar a essência de um bom texto. Aliás, só se chega a essência de um bom texto quando ele vem morar dentro da gente, quando a gente é capaz de se pegar dizendo em voz alta, pedaços inteiros daquele texto. Quando a gente nem percebe que reproduz quase que as mesmas palavras escritas no papel, porque agora elas ficaram inscritas no corpo. Palavras tatuadas são aquelas que adornam a nossa memória, como ficaram em mim os versos de Bandeira: “Vou-me embora pra Pasárgada, pois lá sou amigo do rei”. E cada texto literário, fica sendo então uma Pasárgada, e eu quero chegar lá para ficar sendo amigo daquele autor-rei!
Uma boa história perfuma seu leitor, seu ouvinte. Pasárgada tem cheiro de terra nova. Livro bom também. Essa terra fresca fica morando na memória e em todos os sentidos. Tem bom fixador, como de um perfume francês. E engraçado, quando se fala em odor de um perfume, se fala em alma e em notas...
O papel do professor mediador de leitura é exatamente ajudar seu leitor a atingir, sem pressa, a alma do texto. Ir chamando para fora do texto as “notas” que compõem o perfume, a essência. Há tanta beleza num texto para ser destacada: Quem pode negar que “Havia uma aldeia em algum lugar, nem maior, nem menor, com velhos e velhas que velhavam, homens e mulheres que esperavam, e meninos e meninas que nasciam e cresciam, todos com juízo suficiente, menos uma meninazinha. A que por enquanto...” não é uma perfumada construção de Guimarães Rosa para o texto “Fita verde no cabelo”? que ele ainda chama de nova-velha história? Que nasceu lá naquela versão dos camponeses franceses, quando o lobo ao encontrar com a menina no caminho, levando pão e leite, pergunta-lhe se ela vai pelo caminho das agulhas ou pelo caminho dos alfinetes? Mas os caminhos escolhidos pelo texto às vezes fazem doer algumas coisas dentro da gente! Portanto, fica aqui a minha segunda crítica, abaixo a ditadura do final feliz e da resolução sempre positiva: é preciso trazer também para o leitor frascos de perfumes que à princípio não são tão agradáveis. Um perfume provocante nem sempre é aquele mais gostoso e fácil de aspirar. Portanto, não é preciso ficar poupando os narizes de nossos alunos! Eles logo descobrem uma maneira de lidar com os perfumes fortes! Os extratos! São fortes, são duradouros! São inesquecíveis!
Mas a maneira de perceber a alma de um texto pode mudar, pode se chegar a essa alma do texto por muitos caminhos... O mais importante é que esse caminho seja uma viagem agradável, se ainda se está no momento da conquista. Para conquistar a namorada também se escolhe um perfume bom, esperando, no mínimo que ela vá notar e gostar. E que perfume bom o de Clarice, quando ao final do seu Felicidade Clandestina, a narradora diz “Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo. Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante”.
Polvilhar o caminho de encontro do leitor com a alma do texto, de forma instigante, convidativa, é papel do professor. Muitas vezes, para se chegar a um texto, se pode puxar da memória, outros textos. Ir preparando um texto para que ele aflore com toda a sua força e potência é exercício árduo. Para se chegar à “Fita verde no cabelo”, há que se ter passado por “ exemplo, por “Era uma vez uma pequena aldeã, a menina mais bonita que poderia haver. Sua mãe era louca por ela e a avó, mais ainda. Esta boa senhora mandou fazer para a menina um pequeno capuz vermelho. Ele lhe assentava tão bem que por toda parte aonde ia a chamavam Chapeuzinho vermelho.”, como nos diz Charles Perrault.
E como ganha novo perfume a mesma história recontada por Chico Buarque; “Era a Chapeuzinho Amarelo. Amarelada de medo. Tinha medo de tudo aquela Chapeuzinho. Já não ria. Em festa, não aparecia. Não subia escada nem descia. Não estava resfriada mas tossia. Ouvia conto de fada e estremecia. Não brincava mais de nada, nem de amarelinha”
E como se modifica ainda mais esse perfume, quando em “Chapeuzinho Vermelho de Raiva”, Mário Prata nos diz: “Vovó, sem querer ser chata, o seu nariz hoje está tão esquisito, tão vermelho. – É a poluição, Chapeuzinho, desde que começou a industrialização do bosque que é um Deus nos acuda, passo o dia inteirinho respirando esse ar poluído do bosque!
Chegar a banhar-se do extrato, da essência, não pode ser obrigação. Usar um perfume que não nos atrai, que nos provoca esgares de nojo, produz dor de cabeça. Um texto no qual não se chegou a atingir a alma, provoca, lógico, repulsa. Mas a repulsa não poderia ser evitada? Principalmente se ler não for apenas uma tarefa mecânica. Não somos construtores de robôs, que precisem chegar a responder aos comandos sempre da mesma maneira!
O sumo, o concentrado de um texto não está em tirar dele lições de morais ou lições gramaticais, está em bebê-lo também para que ele se misture com o sangue que corre nas nossas veias. Sangue misturado com palavras é sangue bom, sangue azul, porque nos enobrece! Texto que se quer beber é texto que dá água na boca!
Mas textos diferentes exigem caminhos diferentes: o perfume da poesia aparece de um jeito, o da crônica de outro... Me lembrei da bela crônica que Paulo Mendes Campos escreveu quando sua filha completou 15 anos, fazendo uma belíssima comparação com Alice no País das Maravilhas. “Agora, que chegaste à idade avançada de quinze anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas. Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti. Escuta: se não descobrires um sentido na loucura acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade. A realidade, Maria, é louca...”

O que é essencial na literatura infantil e juvenil só é perceptível aos olhos que desenvolveram lentes adequadas para lê-los! Ler a superfície e as outras camadas. De novo, o perfume, que é um todo, revela suas partes, como o texto revela suas camadas.
E o que se faz com um texto literário? Tudo! Se cria a partir dele. Inclusive nossa própria imagem. Eu posso me ver através de todos os textos que me afetaram, os que eu li mais de uma vez, os que eu quis contar inúmeras vezes, porque as minhas escolhas me revelam. Mas é preciso ter olhos pra ver!
Destampar os vidros de perfumes que um texto literário contem e aplicá-lo em cada leitor,dá trabalho. É tarefa para professor-mediador-perfumista.
Mas não se esqueça, um texto que não é literário, não permite esses usos múltiplos, porque em geral, só serve para uma coisa: afastar os nossos narizes sedentos de bons odores, do jardim das palavras. Palavras sem perfumes são palavras fósseis, palavras-ossos, que jazem no cemitério dos livros. Estou mais do que convencido que mesmo o texto literário, de qualidade mais do que comprovada, exige a presença de um bom perfumista!

SARAU DOS ALUNOS DO "LABORATÓRIO DE AUTORIA", NA PUCRS

Para encerrar a primeria oficina dedicada exclusivamente a quem quer escrever literatura para crianças, ministrada na PUCRS pelo Doutorando e escritor CELSO SISTO, convidamos a todos para o nosso sarau (leitura pública dos melhores textos produzidos pelos alunos). Veja o convite:

sábado, 14 de novembro de 2009

HOMENAGEM À ESCRITORA MARIA DINORAH

Na abertura do Seminário "Por um espaço especial para a literatura na escola", promovido pela AEILIJ, durante a 55ª Feira do Livro de Porto Alegre, no dia 2 de novembro de 2009, na Casa do Pensamento, Ala Infantil, Cais do Porto, eu apresentei um texto para homenagear a escritora Maria Dinorah, à convite da Associação promotora do evento.
O texto foi escrito à partir do meu trabalho "Dossiê Maria Dinorah, Dossiê Rosa-d0s-Ventos", apresentado na disciplina Crítica Genética, do Doutorado que faço na PUCRS.
A pedidos, estou colocando aqui o referido texto.
Abraços a todos!

MARIA DINORAH, UMA ESCRITA PARA LEMBRAR
CELSO SISTO

Maria Dinorah viveu 82 anos e publicou mais de 100 livros! Quem dera que cada livro aumentasse um ano na sua vida! Mas, se não é assim a regra, pelo menos um livro seu amplia o nosso imaginário, recarrega nossa porção de humanidade, aumenta nosso poder criador, nos torna mais donos da nossa própria história.
Maria Dinorah era uma espécie de rosa-dos-ventos, palmilhando muitos quadrantes! Uma volta completa em seu horizonte, guiados por esse instrumento de navegação, já basta para atestarmos a fertilidade deste solo. Maria Dinorah Luz do Prado adubou-se sempre com poesia e misturou-se à ela, fosse em forma de trovas, prosa poética, contos, contos infantis, resenhas críticas, crônicas, discursos, dissertação, palestras, novelas, cartas, bilhetes, scripts, roteiros, projetos, etc. Suas coordenadas apontadas com o coração, ganhavam a forma que as águas pediam. Para navegar o mar das palavras há que se ter todo tipo de embarcação.
Maria Dinorah ROSA DOS VENTOS nascida em Porto Alegre, espalhou seu perfume de 13 de maio de 1925 à 15 de dezembro de 2007. Foi professora, poetisa e seus mais de cem títulos, são na maioria destinados ao público infantil e juvenil. Teve quatro filhos e sete netos. Foi mestra em Literatura de Língua Portuguesa, grau obtido no curso de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 1978, com a dissertação “A literatura infantil de Érico Veríssimo, orientada pelo Professor Guilhermino Cesar.
Autora muitíssimo organizada, escrevia suas poesias em cadernos, numerados e etiquetados conforme o ano. Assim foi, desde os anos 60, até o final de sua vida. O primeiro livro publicado em 1944, com sua foto na folha de guarda, protegida por papel de seda, anunciava-se para o tato do leitor e para o universo das Letras, no título ALVORECER. Maria Dinorah não tinha ainda completado 19 anos.
Ela mesma conta, em entrevista a Jane Tutikian, para o caderno do Instituto Estadual do Livro, que seus primeiros poemas foram inspirados pelo mar de Torres, onde viveu até os 13 anos. Diz ela: “Foi o mar de Torres, com suas ondas sonoras e transparentes, que fez brotar os meus primeiros poemas. Eu os guardava numa caixa dentro do meu armário. Um dia, meu pai os descobriu. Organizou-os em livro, levou-o para a Tipografia Gravataiense, e mandou fazer o meu primeiro livro, Alvorecer...”
Maria Dinorah teve importante participação na imprensa. Assinou colunas de crítica de literatura infantil por anos, fez programa infantil em rádio e até para o Planetário. Incansável, polvilhou as páginas da imprensa desde 1957, com suas colaborações na Folha da Tarde, Jornal do Comércio, Lidador, Diário da Tarde, Correio do Povo, Zero Hora. Foi a criadora e a executora de suplementos destinados às crianças, em vários jornais, (Correio do Povo, Zero Hora e Diário de Notícias). Em um exemplar do Jornal do Comércio, de 1970, encontramos, em uma das seções o seguinte texto, intitulado “Leis e Decretos”:
Decreto I – Dispõe sobre os direitos da criança sobre seus objetos pessoais.
Artigo I - Fica deliberado que cada garoto ou garota de mais de cinco anos tem direito de reger seus bens pessoais (mesada, gulodices, livros e brinquedos) com toda a liberdade e livres da coação dos adultos, desde que o façam dentro das determinações da lei.
Parágrafo 1 – As roupas quentes devem ser usadas em tempo frio, e as leves em tempo de calor.
Parágrafo 2 – As gulodices devem ser comidas sempre após as refeições.
Parágrafo 3 – Os brinquedos devem ser usados após a feitura dos temas escolares.
Artigo II – Revogam-se as disposições em contrário.
Nota: o presente decreto passa a vigorar a partir da data de sua publicação. Assinado Com Mercinho. “Com Mercinho” é o personagem que dá nome ao Suplemento Infantil do Jornal do Comércio.
E a biografia de Maria Dinorah revela ainda outras curiosidades:

1. Ela tem música publicada até no Japão. A “cantiga de estrela” (1988) está publicada lá, em partitura para duas vozes, com música de Francisco Mignone e poesia de Maria Dinorah.
2. Ela fazia livro de presenças para as suas sesões de autógrafos, nas Feiras do Livo de Porto Alegre. Seus lançamentos eram anunciados nos jornais locais e atraiam uma verdadeira legião de fãs.
3. Pertenceu à Academia Literária Feminina do Rio Grande do Sul, tomando posse em 11 de novembro de 1975, e ocupando a cadeira de número 36, patrocinada pela escritora Bertha Loforte Gonçalves.
4. Participou ativamente de programas governamentais, dentre eles o “Autor Presente”, criado pelo Instituto Estadual do Livro.
5. Foi a primeira patrona da Feira do Livro de Porto Alegre, no ano de 1989.
6. Ao completar 50 anos de carreira literária, em 1993, Maria Dinorah recebeu muitas homenagens. O ano de 1993 recebeu o título de “Ano Maria Dinorah”.
7. Em 23 de abril de 1998 a escritora recebeu da Câmara Rio-Grandense do Livro o título de AMIGO DO LIVRO.

Sua obra está regida pela fantasia e suas crônicas, em especial a crônica “O livro tem alma?”, revelam o compromisso e a ligação da autora com a literatura infantil, com a promoção da leitura e com o trabalho de formação do leitor criança. Confessadamente influenciada pela obra “Heidi” (1880), de Johanna Spyri, ou modelada por Monteiro Lobato e Hans Christian Andersen, da sua produção emerge um conceito de criança, que foi se adaptando às exigências dos tempos, mas que em essência não se modificou. O que predomina, de algum modo, em sua obra, é a busca do olhar surpreendente e maravilhoso desses seres encantados. As crianças de Dinorah têm direito à vida e estão sempre embaladas na força da emoção. Essa força, pungente, que sobressai de seus textos. Sua escrita, quase sempre enxuta – talvez por herança da poesia – busca também reproduzir o frescor da espontaneidade. A resposta inusitada, a ação despretensiosa dos pequenos, a ingenuidade do olhar infantil são a tônica de muitas de suas histórias. E parte de sua busca incessante era trazer para os textos a “aura” dos contos tradicionais, com ar de serão noturno e gosto de acalanto.
Muitos escritores renomados manifestaram seu carinho e sua admiração em relação à pessoa e à obra de Maria Dinorah: Érico Veríssimo, Carlos Drumond de Andrade, Carlos Nejar, Caio Fernando Abreu...

Mário Quintana disse:

“A gente, para inventar uma estória, tem de fazer com que seus episódios se sucedam com naturalidade de movimento com que uma criança vira uma cambota. É a liberdade da fantasia, a criação no exercício de seu livre arbítrio. Portanto, Maria Dinorah, não vou dizer que fiquei preso às suas histórias: pelo contrário, elas me libertaram. Não é por acaso essa a função da poesia?”

Seu maior orgulho talvez tenha sido mesmo a Biblioteca Ecológica Infantil Maria Dinorah, situada no Parque Moinhos de Vento, cujo decreto 1.847 de 26 de fevereiro de 2008 fixou pra sempre o seu nome.
Talvez, o poema escrito por ela, por ocasião da sua sessão de autógrafos na Feira do Livro de Porto Alegre de 1977, forneça-nos também alguma brisa, dessas que nos sopram aos ouvidos, como um segredo final...

“Mais uma vez
acolho
e me despeço.

Andorinhas,
vieram até mim
no banquete do livro.

Nuvens de outono e primavera
leves,
densas,
entraram no castelo dos mistérios
feito asas.

Quiçá para ficar,
a fazerem do mágico
morada permanente.

Somos hoje
ciranda
rumo à festa
do tempo e das infâncias
em ecos de beleza.

Vejo-as rios de sementes
despertando paisagens
para o trigo,
extensão de meus sonhos
de mundo mais humano.

Meu coração
Acolhe e se despede.
Sem vazios.
E, rico de convívios,
é saudade madura
que entende o adeus”


E com essa imagem de vento Zéfiro, o frutificante, o vento do Oeste, suave, agradável, benfazejo e mensageiro da Primavera, aproveitamos para lembrar que grande parte do que produziu Maria Dinorah, seus manuscritos, cartas, fotos, objetos, matérias de jornais, fortuna crítica, está no DELFOS, Espaço de Documentação e Memória Cultural, da PUCRS, sob responsabilidade da professora Helenita Rosa Franco, esperando os pesquisadores. Mas o melhor disso tudo é que toda uma geração de leitores intimamente ligados às histórias escritas por Maria Dinorah continuam formando outros leitores através da propagação de suas obras.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

LIVROS INFANTIS RECOMENDADOS

Queridos alunos das oficinas de produção de texto,

Eu havia prometido postar uma listagem de livros de literatura infantil e juvenil que vocês deveriam conhecer. A maior parte da lista está composta de livros premiados. Mas é uma seleção minha também... Portanto, aproveitem e leiam e adquiram o que for possível, para irem construindo um sólido conhecimento dessa literatura... afinal é essa a literatura que vocês querem escrever!
É claro que essa lista não é definitiva, e eu vou aumentá-la, sempre que possível.
Boas Leituras para todos!
LIVROS INFANTIS E JUVENIS IMPERDÍVEIS

- Rabisco, um cachorro perfeito, de Michele Iacoca (Ed. Ática)
- O fazedor de velhos, de Rodrigo Lacerda (Ed. Cosac Naif)
- O gato e o escuro, de Mia Couto (Ed. Cia. das Letrinhas)
- Livro das perguntas, de Pablo Neruda (Ed. Cosac Naif)
- As 14 pérolas da Índia, de Ilan Brenman (Ed. Brinque Book)
- O livro inclinado, de Peter Newel (Ed. Cosac Naif)
- Histórias da avó: contos da mulher sábia de várias culturas; de Burleigh Mutén. (Ed. Paulinas)
- Zoo, de João Guimarães Rosa. (Ed. Nova Fronteira)
- O jogo da amarelinha, de Graziela Bozano Hetzel (Ed. Manati)
- Zubair e os labirintos, de Roger Mello (Ed. Cia das Letrinhas)
- Minha ilha maravilha, de Marina Colasanti (Ed. Ática)
- Poeminha em língua de brincar, de Manoel de Barros (Ed. Record)
- João Felizardo o rei dos negócios, de Angela-Lago Angela-Lago (Ed. Cosac Naify)
- Histórias tecidas em seda, de Lúcia Hiratsuka (Ed. Cortez)
- Felpo Filva, de Eva Furnari (Ed. Moderna)
- O menino,o cachorro, de Simone Bibian (Ed. Manati)
- Lampião & Lancelote, de Fernando Vilela (Ed. Cosac Naif)
- O rapaz que não era de Liverpool, de Caio Riter (Ed. SM)
- Contos e lendas de Macau, de Alice Vieira (Ed. SM)
- Viagem pelo Brasil em 52 história, de Silvana Salerno (Cia. das Letrinhas)
- Histórias de Ananse, de Adwoa Badoe (Ed. SM)
- Cacoete, de Eva Furnari (Ed. Ática)
- João por um fio, de Roger Mello (Ed. Cia. das Letrinhas)
- Lampião e Maria Bonita, de Liliana Iacocca (Ed. Ática)
- Pedroe Lua, de Odilon Moraes (Ed. Cosac e Naif)
- Crônicas de São Paulo: um olhar indígena, de Daniel Munduruku (Ed. Callis)
- O olho de vidro do meu avô, de Bartolomeu Campos de Queirós (Ed. Moderna)
- Nau Catarineta, de Roger Mello (Ed. Manati)
- Maria Peçonha, de André Neves (Ed. DCL)
- A fada que tinha idéias, de Fernanda Lopes de Almeida (Ed. Projeto)
- Contos de fadas, de Maria Tatar (Ed. Jorge Zahar)
- O segredo da chuva, de Daniel Munduruku (Ed. Ática)
- Cantigas por um passarinho à toa, de Manoel de Barros (Ed. Record)
- Avós, de Chema Heras (Ed. Callis)
- Coleção “Contos e poemas para crianças extremamente inteligentes de todas as idades (4 volumes: primavera, verão, outono, inverno), de Harold Bloom (org.) (Ed. Objetiva)
- A princesinha medrosa, de Odilom Moraes (Ed. Cia.das Letrinhas)
- Seis histórias para sacudir o esqueleto, de Angela Lago (Cia. das Letrinhas)
- Ifá, o adivinho, de Reginaldo Prandi (Ed. Cia. das Letrinhas)
- Chapeuzinho vermelho e outros contos por imagem, de Rui de Oliveira (Ed. Cia. das Letrinhas)
- A casa das palavras e outras crônicas, de Marina Colasanti (Ed. Ática)
- Luna Clara e Apolo Onze, de Adriana Falcão (Ed. Salamandra)
- Histórias à brasileira: a Moura Torta e outras, de Ana Maria Machado (Ed. Cia. das Letrinhas)
- Curupira, de Roger Mello (Ed. Manati)
- Mania de explicação, de Adriana Falcão (Ed. Salamandra)
- Meninos do mangue, de Roger Mello (Cia. das Letrinhas)
- Poesia visual, de Sérgio Caparelli (Global)
- Emoções, de Juarez Machado (Ed. Agir)
- Penélope manda lembranças, de Marina Colasanti (Ed. Ática)
- Jardins, de Roseana Murray (Ed. Manati)
- In do não sei aonde, buscar não sei o quê, de Angela Lago (Ed. RHJ)
- O porco, de Bia Hetzel (Ed. Manati)
- Seca, de André Neves (Ed. Paulinas)
- Quando eu voltei, tive uma surpresa: cartas para Nelson, de Joel Rufino dos Santos (Ed. Rocco)
- A cama, de Lygia Bojunga (Ed. Agir)
- Exercícios de ser criança, de Manoel de Barros (Ed. Salamandra)
- Dez sacinhos, de Tatiana Belinky (Ed. Paulinas)
- Ri melhor quem ri primeiro, de José Paulo Paes (org.) (Ed. Cia. das Letras)
- Duas vidas, dois destinos, de Katherine Paterson (Ed. Moderna)
- Griso, o unicórnio, de Roger Mello (Ed. Brinque-Book)
- Receitas de olhar, de Roseana Murray (Ed. FTD)
- Menino do Rio Doce, de Ziraldo (Ed. Cia. das Letras)
- Ler, escrever e fazer conta de cabeça, de Bartolomeu Campos de Queirós (Ed. Miguilim, atualmente pela Global)
- O abraço, de Lygia Bojunga (Agir, Atualmente pela Ed. Casa Lygia Bojunga)
- Seis vezes Lucas, de Lygia Bojunga (Agir, atualmente pela Ed. Casa Lygia Bojunga)
- Maria Teresa, de Roger Mello (Ed. Agir)
- Coleção “A epopéia de Gilgamesh”, de Ludmilla Zeman (Ed. Projeto)
- A cristaleira, de Graziela Bozano Hetze (Ed. Ediouro)
- A coleção de bruxas do meu pai, de Rosa Amanda Strausz (Ed. Salamandra)
- Mamãe trouxe um lobo para casa, de Rosa Amanda Strausz (Ed. Salamandra)
- Chifre em cabeça de cavalo, de Luiz Raul Machado (Ed. Nova Fronteira)
- Por parte de pai, de Bartolomeu Campos de Queirós (Ed. RHJ)
- O pintor de lembranças, de José Antonio Del Cañizo (Ed. Projeto)
- Coleção Assim é se lhe parece, de Angela Carneiro, Lia Neiva e Sylvia Orthof (Ed. Ediouro)
- A bela e a fera, de Rui de Oliveira (Ed. FTD)
- Cena de rua, de Angela Lago (Ed. RHJ)
- A bruxa Salomé, de Audrey Wood (Ed. Ática)
- Asa de papel, de Marcelo Xavier (Ed. Formato)
- Lições de girafa, de Léo Cunha (Ed. Miguilim)
- O sabiá e a girafa, de Léo Cunha (Ed. Nova Fronteira)
- O caminho do caracol, de Helena Alexandrino (Studio Nobel)
- Ana Z, aonde vai você, de Marina Colasanti (Ed. Ática)
- Lé com crê, de José Paulo Paes, (Ed. Ática)
- A cortina da Tia Bá, de Virgínia Woolf (Ed. Ática)
- De morte!, de Angela Lago (Ed. RHJ)
- Eu e minha luneta, de Cláudio Martins (Ed. Formato)
- O problema do Clóvis, de Eva Furnari (Ed. Santuário, atualmente pela Global)
- Cântico dos cânticos, de Angela Lago (Ed. Paulinas)
- Pula, gato!, de Marilda Castanha (Ed. Santuário)
- Truks, de Eva Furnari (Ed. Ática)
- Entre a espada e a rosa, de Marina Colasanti (Ed. Salamandra)
- O teatro de sombras de Ofélia, de Michael Ende (Ed. Ática)
- O menino de olho d’água, de José Paulo Paes (Ed. Ática)
- Noite de cão, de Graça Lima (Ed. Paulinas)
- Sua Alteza, a Divinha, de Angela Lago (RHJ)
- O curumim que virou gigante, de Joel Rufino dos Santos (Ed. Salamandra)
- O sofá estampado, de LygiaBojunga Nunes (Ed. Salamandra, agora Casa Lygia Bojunga)
- O que os olhos não vêem, de Ruth Rocha (Ed. Salamandra)
- Ida e volta, de Juarez Machado (Ed. Agir)
- De olho nas penas, de Ana Maria Machado (Ed. Salamandra)
- Uni, duni e tê, de Angela Lago (Ed. Compor)
- A bruxinha atrapalhada, de Eva Furnari (Global)
- Bisa Bia, Bisa Bel, de Ana Maria Machado (Ed. Salamandra)
- Os bichos que tive, de Sylvia Orthof (Ed. Salamandra)
- Filó e Marieta, de Eva Furnari (Ed. Paulinas)
- Vida e paixão de Pandonar, o cruel , de João Ubaldo Ribeiro (Ed. Nova Fronteira)
- É isso ali, de José Paulo Paes, (Ed. Salamandra)
- Outra vez, de Angela Lago (Ed. Miguilim)
- Uxa, ora fada, ora bruxa, de Sylvia Orthof ( Ed. Nova Fronteira)
- Tchau, de Lygia Bojunga (Ed. Casa Lygia Bojunga)
- O menino marrom, de Ziraldo (Ed. Melhoramentos)
- Chiquita Bacana e as outras pequetitas, de Angela Lago (Ed. Lê)
- Fruta no ponto, de Roseana Murray (Ed. FTD)
- Uma ilha lá longe, de Cora Ronai (Ed. Record)
- A mãe da mãe da minha mãe, de Terezinha Alvarenga (Ed. Miguilim)
- Indez, de Bartolomeu Campos de Queirós (Ed. Miguilim)
- O rei Bigodeira e sua banheira, de Audrey Wood (Ed. Ática)
- O rei de quase tudo, de Eliardo França(Ed. Zit Editora)
- Angélica, de Lygia Bojunga (atualmente pela Casa Lygia Bojunga)
- A bolsa amarela, de Lygia Bojunga (atualmente pela Casa Lygia Bojunga)
- Pedro, de Bartolomeu Campos de Queirós (Ed. Miguilim)
- A casa da madrinha, de Lygia Bojunga (Atualmente pela Casa Lygia Bojunga)
- Raul da ferrugem azul, de Ana Maria Machado (Ed. Salamandra)
- Uma idéia toda azul, de Marina Colasanti (atualmente pela Global)
- Agora não, Bernardo, de David Mckee (Ed. Martins Fontes)
- Tanto, tanto!, de Trish Cooke (Ed. Ática)
- Conta de novo a história da noite em que eu nasci, de Jamie Lee Curtis (Ed. Moderna)
- Guilherme Augusto Araújo Fernandes, de Mem Fox (Ed. Brinque-Book)
- Cocô de passarinho, de Eva Furnari (Ed. Cia. das Letrinhas)
- O monstruoso segredo de Lili, de Angelika Glitz (Ed. Brinque-Book)
- Amigos, de Helme Heine (Ed. Ática)
- Adivinha quanto eu te amo, de Sam McBratney (Ed. Martins Fontes)
- Vizinho, vizinha, de Roger Mello (Ed. Cia. das Letrinhas)
- Amores de artistas, de Sonia Rosa (Ed. Paulinas)
- Homem não chora, de Flávio de Souza (Ed. Formato)
- Três contos da sabedoria popular, de Rogério Andrade Barbosa (Scipione)
- Cinderela brasileira, de Marycarolyn France (Ed. Paulus)
- O homem que contava histórias, de Rosane Pamplona (Ed.Brinque-Book)
- Apertada e barulhenta, de Margot Zemach (Ed. Brinque-Book)
- Fulustreca, de Luiz Raul Machado(Ed. Ediouro)
- Luas e luas, de James Thurber. (Ed. Ática)
- História meio ao contrário, de Ana Maria Machado (Ed. Ática)
- Ervilina e o princês, de Sylvia Orthof (Editora Projeto)
- O patinho realmente feio e outras histórias malucas, de Jon Scieszka (Ed. Cia. das Letrinhas)
- O príncipe sapo, de Alix Berenzy (Ed. Rocco)
- O sapo que virou príncipe: continuação, de Jon Scieszka (Ed. Cia. das Letrinhas)
- Os três lobinhos e o porco mau, de Eugene Trivizas (Ed. Brinque-Book)
- A verdadeira história dos três porquinhos, de Jon Scieszka (Ed. Cia. das Letrinhas)



domingo, 1 de novembro de 2009

MINHAS SESSÕES DE AUTÓGRAFOS NA FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE 2009

SEMINÁRIO A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS NA FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE 2009

Amigos vejam a programação do nosso Seminário de Contadores de Histórias na Feira do Livro deste ano.

As inscrições ainda estão abertas!

Espero todos lá!


sábado, 24 de outubro de 2009

OFICINA NO CIRANDAR


O Cirandar (Centro de Integração de Redes Sociais e Culturas Locais) é uma ong que tem como missão apoiar as redes de culturas buscando a inclusão social de crianças, jovens e adultos por meio do desenvolvimento de ações que promovam a integração social, a formação e a cultura.

Eles explicam:

"A vontade de contribuir para a dinamização de redes de pessoas, instituições e de parceiros que visem a promoção da inclusão social e cultural de comunidades em situações de vulnerabilidade ou risco social é que uniu o grupo de profissionais e pesquisadores com larga experiência em educação popular, comunicação cidadã e articulação em torno ao CIRANDAR".

Pois, ontem, 23 de outubro de 2009 estive eu, na sede da ong, dando uma oficina para os promotores de leitura. Foi uma oficina sobre A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS.
Conversamos sobre algumas questões técnicas, fizemos um relaxamento, apontamos elementos importantes nos fatos narrados a partir da nossa própria memória, dividimos o grupo em 2 grupos. E a partir do uso de um livro de imagem, cada grupo se preparou para contar a história, explorando os elementos TEXTO, CORPO e VOZ (incluindo recursos sonoros: musicalidade, ritmos, onomatopéias, etc.).

Vejamos os grupos trabalhando...

Lendo a história contida no livro

Ensaiando a história criada pelo grupo

Apresetando: a contação era coletiva, mas cada um narrava um pedaço da história!

Gostei muito dos mediadores de leitura, que vieram de vários pontos da cidade, desde bibliotecas situadas em vilas até os voluntários (funcionários) das lojas C&A. Aliás, o Instituto C&A é um dos parceiros da referida Ong, jutno com o Centro Cultura Companhia de Arte, que abriga a sede da Ong.

O grupo estava bem motivado, super interessado e o resultado do trabalho foi muito bom. Passamos uma tarde agradável e divertida.

Agradeço imensamente o convite e a maravilha de participar deste trabalho do CIRANDAR!!!!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

TRÊS LIVROS NO PNBE 2010!!!!!!!!!!





Pode parecer exagerada a minha vibração! Mas três títulos meus farão parte da próxima compra do governo federal, para o projeto PROGRAMA NACIONAL DE BIBLIOTECAS ESCOLARES. Todo mundo sabe que as tiragens são enormes e os livros vão para quase todas as escolas do país (será que é isso mesmo?). Bom, isso é melhor do que qualquer outro prêmio, porque com isso os livros vão para as bibliotecas das escolas e muitos leitores podem ter acesso às nossas obras. Os prêmios institucionais, muitas vezes, não fazem os livros chegarem às mãos dos leitores. Não seria esse o melhor prêmio para um escritor? Pra mim é!

Os meus livros selecionados desta vez foram:

- O CASAMENTO DA PRINCESA, editora Prumo
- CHÁ DAS DEZ, editora Aletria
- ELES QUE NÃO SE AMAVAM, editora Nova Fronteira.
Espero que essas obras possam circular por esse imenso país e chegar a muitos corações!
Estou dando pulos de felicidade!!!!

PROGRAMA ADOTE UM ESCRITOR 2009


Pois foi dada a largada!

Fui à primeira escola do Adote deste ano!

A Escola está situada na vila Bom Jesus. Uma escola grande, com aulas nos três turnos, chamada JOSÉ MARIANO BECK. Uma coisa curiosa: sempre pergunto para as crianças se eles sabem quem foi a pessoa que nomeia a escola onde eles estudam. Às vezes não sabem. Desta vez, sabiam!

Foi um deputado, acho que da área de Direito, e que foi morador da vila. Pelo visto, fez muito pelo lugar e ajudou na construção da Escola.

A escola trabalhou com os alunos vários dos meus livros. Alguns são sucesso absoluto: O VESTIDO, EMBURRADO, ELES QUE NÃO SE AMAVAM, TININHA CEREJA, O CASAMENTO DA PRINCESA... Esses tem sido os mais comentados pelas crianças.

E os professores fazem trabalhos muito criativos com as crianças. Cada coisa emocionante! Vi uma série de varais com ilustrações feitas pelos alunos, para o livro O VESTIDO. Ouvi até um depoimento de uma das professoras, sobre essa roupa mágica, que teria o poder de fazer com que eles, ao usarem-na, se sentissem poderosos, valorizados, melhores, etc... Comovente! Ela me contou de um aluno que se sentia assim no dia em que ia para a escola com a camisa do seu time: virava um craque, coisa que ele só parecia ser no ato mágico de vestir essa roupa investida de poder transformador! Gostei!

O encontro foi dividido em 3 momentos, e em cada um deles contei uma história. Eu estava particularmente com a corda toda neste dia e me diverti muito no meio das crianças. Sinto-me tão útil fazendo isso, sinto-me tão cheio de afeto, recebido deles e multiplicado, por causa deles, nas histórias que reparto com eles! E com certeza, volto pra minha casa, mais feliz, mais humano. Talvez eles não saibam que eu sou o verdadeiro presenteado nestas ocasiões. Só posso agradecer, com o coração transbordando! Principalmente aos abnegados professores, que fazem coisas do arco-da-velha com tão poucos recursos. E o brilho no olho? De professores, serventes, alunos, comunidade? São esses raiozinhos do olhar que fazem a gente brilhar, de emoção e de gratidão!

Vejam alguns dos trabalhos que os professores fizeram:

1) O álbum OS DESEMBURRADOS, a partir do meu livro EMBURRADO



















2) A criação dos bonecos ALBERTO e BERNARDO, personagens do livro ELES QUE NÃO SE AMAVAM























3) Um maravilhoso álbum, feito pelos alunos e professores, cheio de lembrancinhas, bilhetes de cada aluno, fotos, cd com depoimentos, poemas coletivos - uma maravilha!

A turma A21 até fez um poema, RECEITA PARA DESEMBURRAR, baseado no meu livro EMBURRADO:

"Tá emburrada?
Bota o dedo na tomada!
Ficou de castigo?
Não vai brincar com o amigo.
Deixou comida no prato?
Vai morar no mato.
Chuva o dia todo?
Só pra criar lodo.
Menino, vá tomar banho!
Se não eu apanho.
Chega de tevê!
Vai virar Saci-Pererê.
Menino larga esta bola,
Vai direto para escola".

Um beijo bem grande, cheio de histórias, pro pessoal da MARIANO BECK!!!!

domingo, 11 de outubro de 2009

FEIRA DO LIVRO NO URUGUAI!

Celso Sisto, Marina Colasanti e Alejandro García, da Embaixada do Brasil no Uruguai


As histórias e os livros podem nos levar longe! Em vários sentidos, claro!
Pois desta vez a Embaixada do Brasil, no Uruguai, me convidou para ir à Feira do Livro de San José de Mayo. Havia possibilidade de levar dois escritores e ilustradores brasileiros. Principalmente porque fazia parte da programação da feira a exposição 6º Traçando Histórias (exposição organizada pela feira do livro de Porto Alegre). Fomos eu e Marina Colasanti.
Era a 4ª Feira de promocion de la lectura y el libro, que aconteceu de 29 de setiembre al 4 de octubre de 2009, cujo tema era "lectores del siglo XXI". A Feira estava espalhada pela cidade, com atividades na praça, no Club San Jose, na Casa de la Cultura de San Jose, na Catedral, no auditório da Companhia Telefônica e outros tantos lugares.
San Jose é uma charmosa cidade que fica a 100 km de Montevideo. Os brasileiros são muito bem vindos lá. O povo de San Jose é frequentador assíduo das praias do litoral sul do Brasil, especialmente as de Santa Catarina.
Contei histórias para crianças (na faixa dos 9 anos), no dia 2 de octubre, na CARPA DE LA PALAVRA, que era uma tenda montada na praça principal da cidade.

Celso Sisto contando histórias na Carpa de la Palabra

Participei de uma sessão de histórias ao vivo e transmitida para o Peru, que foi uma das coisas que me chamou atenção. Essa atividade foi no Auditório da Companhia Telefônica. Os alunos de uma escola do Peru contavam histórias para os alunos de uma escola de San Jose (e vice-versa), reunidos nesta sala virtual de ANTEL. O sistema era o de video conferência e a atividade se chamou "niños peruanos y uruguayos unidos por la palabra".

Zé Luis Peixoto contando histórias no auditório da Antel, no evento de video conferência

Também estava acontecendo junto com a feira o 9º Encuentro de Narración Oral, organizado pela contadora de histórias uruguai, Niré Collazo, que eu já conhecia desde a primeira vez que estive contando histórias na Argentina, lá pelos idos de 1996 ou 1997 (se a memória não me falha). Nos encontramos depois no Brasil, no Simpósio de Contadores de Histórias. Niré, quando soube que eu estava lá, logo me convidou para participar de uma série de atividades.
No dia 3 de octubre fiz uma oficina maravilhosa, com o mexicano Heber Banda e depois participei de uma mesa redonda, cujo tema era "Binomio Narración Oral - Literatura: inseparables?. Também participaram desta mesa AIDA MARCUSE (escritora uruguaia), DIANA TARNOFKY (narradora oral argentina) e MARINA COLASANTI (escritora brasileira).

Diana Tarnofky, Aída Marcuse, Marina Colasanti, Celso Sisto


A feira do livro foi organizada especialmente pelo pessoal da INTENDÊNCIA MUNICIPAL DE SAN JOSÉ DE MAYO, com uma equipe maravilhosa, comandada por Celeste Verges. Uma mulher sonhadora, guerreira, que mesmo tendo perdido a mãe, naqueles dias, estava lá, fazendo o que era possível.
Momento inesquecível: eu e Marina, acompanhados de Viviana (da equipe da Intendência) assistimos a um concerto na Catedral, com o Coro de la Universidad de la Republica, da Escuela Universitaria de Musica. Foi de arrepiar! Que acústica tinha a igreja (de São José, claro!) e que solistas maravilhosas tem o coro!

Viviana (Intendência de San Jose), Celso Sisto, Marina Colasanti
e Alejandra (Intendência de San Jose)

Como tenho um enorme interesse nos escritores de literatura infantil e quero muito que meus alunos conheçam os grandes escritores latino-americanos, trouxe um montão de livros de lá. Chamou-em atenção a obra de SUSANA OLAONDO, ROY BEROCAY, MARIO DELGADO APARAÍN e MAURICIO ROSENCOF, este, em especial, tem um livro poético e lindíssimo, chamado LEYENDAS DEL ABUELO DE LA TARDE. Impressionante também a procura dos livros do escritor ROY BEROCAY, um fenômeno de popularidade entre os leitores na faixa dos 8, 9, 10 anos!
Foi encantador reencontrar DIANA TARNOFKY (da Argentina) e conhecer outros maravilhosos contadores de histórias uruguaios (ROBERTO, LUÍS, VIRGÍNIA). O escritor uruguaio IGNACIO MARTINEZ também estava lá e é sempre bom encontrá-lo. E que intensidade tem o trabalho do mexicano HEBER BANDA! E que força e alegria tem VIRGÍNIA! Meu Deus, foi maravilhoso!
Luís, Niré Collazo, Diana Tarnofky, Heber Banda, Virgínia, Celso Sisto


Também quero ressaltar e agradecer especialmente o carinho de CELESTE VERGES, ALEJANDRA e VIVIANA (da Intendência), ALEJANDRO GARCÍA (do setor cultural da embaixada brasileira) e NIRÉ COLLAZO. Vocês fazem a diferença!
E claro, viajar com MARINA COLASANTI é sempre um presente dos deuses!

FEIRA DO LIVRO DE ALVORADA 2009


Acabou de acontecer a 10ª Feira do Livro de Alvorada (RS) e eu estive lá.

No dia 01 de outubro estive conversando com os alunos da EMEF CLEO DOS SANTOS. Foi um gostoso papo sobre meus livros novos e uma saborosa sessão de histórias, em que contei "O macaco e a velha", li poemas do meu livro "O cheiro da lembrança" (editora Prumo) e respondi perguntas da garotada.

Também contei, no espaço infantil da SMED, para os pequeninos, "Menina bonita do laço de fita", de Ana Maria Machado, história que conto há uns 20 anos... E que sempre é sucesso! Apesar de hoje em dia, todo mundo contar essa história! Mas quero lembrar que eu conto o texto da Ana Maria, igual está no livro!



Obrigado, Lena, pelo convite!

domingo, 27 de setembro de 2009

CHÁ LITERÁRIO EM MORRO REUTER (RS)




Na noite do dia 25 de setembro de 2009 aconteceu o IV CHá Literário da Escola Edvino Bervian. Foi no CTG da cidade de Morro Reuter, na Serra Gaúcha.
Como funciona isso? Eles escolhem um escritor, trabalham a obra desse escritor em todas as séries da escola, depois o escritor é convidado a ir lá, conversar com toda a comunidade.
O "Chá Literário" reúne alunos, professores, funcionários, pais e toda a comunidade da cidade, que se envolve nos preparativos para receber o escritor.





Além de uma série de quitutes para coroar a noite, os alunos apresentam trabalhos (musicais, cênicos, de artes plásticas, literários, etc.) e o escritor fala para todos após a apresentação dos alunos. Eu falei e contei histórias, que é o que eu mais gosto mesmo de fazer!
A Escola Edvino Bervian é dirigida pela Carmem Raminger, uma professora de Matemática, apaixonada pela literatura e totalmente empenhada na formação de leitores. A causa abraçada por Carmem também é compartilhada por todos que a cercam! Desde a primeira vez que estive em Morro Reuter, numa feira de livros, ficamos amigos.
Sinto-me totalmente honrado com a homenagem de ter sido escolhido o autor do Chá. E é muito emocionante ver as crianças se apresentando, sorridentes, com os olhos brilhando, satisfeitas e felizes de estarem ali, diante do escritor, de sua família, de seus amigos. É uma emoção atrás da outra, à cada apresentação.




Impressionante como esse envolvimento tão passional com o escritor e sua obra faz com que essas crianças se tornem íntimas dos livros e da literatura. Eu acredito totalmente nessa formação visceral do leitor!
Parabéns a escola, aos professores, aos alunos, aos pais, aos funcionários, à direção pela festa tão bonita. Jamais esquecerei!



Beijos cheios de poesia para todos vocês!

MAIS DOIS LIVROS NOVOS!!!! JÁ SÃO SETE NESTE ANO!

Acabam de sair meus livros da editora Positivo. Nem preciso dizer que estou radiante, né? Os livros ficaram lindos e as ilustrações são maravilhosas. Vejam só o que dizem as sinopses dos livros:

Abraço sempre é bom, principalmente quando é de pai ou mãe, por ser tão acolhedor e envolvente. A menina que é personagem desta história que o diga! Para seu pai, tudo vira motivo para dar abraço. Essa menina tem um segredo para contar. O que será que é? Não dá para revelar, justamente por ser um segredo. Se quiser descobrir, não deixe de ler este livro, que trata com tanta graça e sensibilidade da relação afetiva entre essa menina e seu pai.

SISTO, Celso. Abraço apertado. Ilustrações de Elisabeth Teixeira. Curitiba, Positivo, 2009, 24p. il.


Caio tem uma mãe afetuosa e companheira, mas sente a ausência do pai. Gostaria de vê-lo nas festas e nas reuniões da escola. Com ele, gostaria de jogar futebol e de aprender a andar de bicicleta.
Gostaria, enfim, de ter o pai presente em sua vida.
Com grande beleza e seriedade, Como posso te amar? trata das separações e dos conflitos por elas provocados.

SISTO, Celso.Como posso te amar? Ilustrações de Simone Matias. Curitiba, Positivo, 2009. 24p. il.

domingo, 20 de setembro de 2009

GRUPO DE ESTUDOS DE LITERATURA INFANTIL NA PUCRS

Estamos começando um novo projeto no CELIN (Centro de Referência para o Desenvolvimento da Linguagem), cujo objetivo é congregar pessoas interessadas em estudar a literatura infantil.
O projeto vai ser conduzido por mim, mas coordenado também pela professora Maria Tereza Amodeo.
A idéia inicial é ler e conversar sobre as obras fundadoras da literatura infantil. Futuramente, pretendemos produzir ensaios sobre as obras discutidas, visando a publicação.
Confira, no cartaz abaixo, mais informações:



CRONOGRAMA DE ENCONTROS
E LEITURAS

29/09 (terça-feira) – Apresentação do grupo, definição da dinâmica de trabalho
06/10 (terça-feira) – “As mil e uma noites”
20/10 (terça-feira) – “Os contos de fadas”
17/11 (terça-feira) – “ Robin Hood”
24/11 (terça-feira) – “O romance da raposa”
08/12 (terça-feira) – “O barão de Münchhausen”
15/12 (terça-feira) – “Alice no país das maravilhas” e “Alice através do espelho”

SEMANA CHEIA NA PUCRS

Nesta semana nossa agenda está cheia! O grupo de contadores de histórias do CELIN (Centro de Referência para o Desenvolvimento da Linguagem), que eu dirijo, na Faculdade de Letras da PUCRS, também sob a coordenação da professora Maria Tereza Amodeo, se apresenta, contando histórias para crianças. Nossos contadores são alunos da Graduação e da Pós-Graduação e são oriundos do curso de capacitação de contadores de histórias que fizemos no primeiro semestre.
Receberemos na nossa Arena do Celin alunos de 1ª à 4ª séries, de escolas convidadas. Os alunos do Colégio Champagnat já confirmaram presença. A Arena do CELIN é uma sala cobiçada na Faculdade de Letras, com arquibancadas em "L", própria para esse tipo de atividade!
Nossos contadores contarão as seguintes histórias:
PROGRAMAÇÃO

(ROSE) O elefante, de Ruth Rocha
(CHARLES) O gigante egoísta, de Oscar Wilde
(KARINA) João Bobo – conto popular
(CAMILA) O pescador que tocava flauta – fábula de Esopo
(CRISTINA) O flautista de Hamelin, conto popular
(GUILHERME) A revolta dos guarda-chuvas, de Sidônio Muralha
(KATIANE) Aquele estranho animal, de Mário Quintana
(CAROL) Até as princesas soltam pum, de Ilan Brenman
(DANI) A menina maluquinha, de Ruth Rocha
(ALINE) O moço que não queria morrer, de Ricardo Azevedo
(JÉSSICA) Terezinha e Gabriela, de Ruth Rocha
(CAMILA) Uns perus pro seu juiz, de Ruth Rocha
(CELSO) A lenda do espantalho – conto popular espanhol
Na oportunidade, teremos também uma pequena feira de livros, comandada pela Livraria Cassol, com sessão de autógrafos dos escritores e ilustradores GLÁCIA DE SOUZA, CRISTINA BIAZETTO e CELSO SISTO.
Essa programação faz parte da SEMANA DE LETRAS. Confira no cartaz abaixo:

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

DISTRIBUIDORES DOS MEUS NOVOS LIVROS

Os livros “Abraço Apertado” e “Como posso te amar?”, da editora Positivo são distribuídos por:


Cleomar Cerutti
Editora Positivo
Porto Alegre RS
51 8131-2403
cerutti@positivo.com.br
www.editorapositivo.com.br


O livro “O vestido”, da editora Zit é distribuído por:

Em Porto Alegre


ISASUL LIVRARIA E DISTRIBUIDORA
Rua Riachuelo, nº 1236 – Porto Alegre – RS – CEP 90.010-273
Isatir Antonio Bottin Filho
Departamento de Vendas
Telefone:(51) 3224.5228
isasul@terra.com.br


Em Caxias do Sul

Fogaça livraria
Rua Moreira Cesar, 1637 - Sala 13 - Pio X –
E-mail: fogacalivraria@terra.com.br
FONE: 54 - 3223 45 84 / 3536-2804
FONE/FAX: 54 - 3536-2803
FOGAÇA CELULAR: 54 - 9113 03 19

ZIT EDITORA
Santa Mariana, 21 - Bonsucesso - CEP 21061-150 - Rio de Janeiro - RJ
Isaac Jorge
Gerente Comercial
Tel.: (21) 2136-6999 / Fax: (21) 2136-6991 -
www.zit.com.br/editora - editora@zit.com.br


Os livros “O casamento da princesa” e “O cheiro da lembrança” são distribuídos por:

LIVRARIA E EDITORA CASSOL
Contato: Gilmar
Divulgação e Assessoria Pedagógica
Editora Cassol Fone: (51) 3315-1131
www.editoracassol.com.br

O livro “Rebeca e sua rabeca” é distribuído por:


Orvil Livros Ltda.
Rua Albion, 402/715 B-3 – Partenon 91530-010 - Porto Alegre/RS
Tel.: 51 3317-3301
Juliano
orvillivros@hotmail.com



O livro “Tininha Cereja" é distribuído por:

Livraria Paulinas
Rua dos Andradas, 1212 - Centro
Porto Alegre - RS,
CEP.: 90020-008
(0xx)51 3221-0422
Irmã Jurema
livpalegre@paulinas.com.br

LIVRO DE POESIA

Pois é! Escrever poesia é uma grande responsabilidade! Aliás, escrever é sempre uma grande responsabilidade. Digo escrever profissionalmente. E principalmente para esse leitor tão singular que é o leitor criança!

Acho mesmo que só temos o direito de colocar no mercado, livros que vão servir para ampliar a percepção de mundo das pessoas. Não estou querendo dizer com isso que os escritores são profetas, que tenham que ter uma funçaõ messiânica, nada disso! Estou falando de qualidade literária. Essa questão sempre me preocupa como escritor. E mais: estou querendo dizer que só tenho o direito de invadir o território do outro se o meu trabalho realmente tiver sendo feito em nome da arte e não em nome de promover as vaidades pessoais!

Será que vão me chamar de pretencioso?


Meu livro mais novo chama-se O CHEIRO DA LEMBRANÇA e nele reuni 36 pequenos poemas sobre aromas, cheiros, perfumes...


Aromas comuns da nossa infância vêm à tona, evocados pelo passado, fazendo ressurgir lembranças. São pequenos poemas, para celebrar o almoço na casa da avó, o algodão doce no parque, o óleo que o avô usava nos cabelos, as sessões de curativos depois dos acidentes nas brincadeiras de rua, os doces de goiaba preparados nos tachos, as tardes mornas balançando-se nas redes do tempo. Enfim, o trabalho da memória traz perfumes especiais aos 36 poemas do livro.

SISTO, Celso. O cheiro da lembrança. Ilustrações de João Lin. São Paulo, Prumo 2009. 40p.




sexta-feira, 4 de setembro de 2009

PARTICIPAÇÃO NA BIENAL DO RIO DE JANEIRO 2009

Dia 10 de setembro começa a Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Até o dia 20 os livros, autores, ilustradores, animadores culturais, livreiros estarão lá, esperando a visita dos leitores. É esse um momento de festa, certamente. Um evento que reúna livros, autores, leitores e atividades em torno da promoção da leitura deveria merecer o apoio e o interesse de toda a sociedade brasileira. Não sei se é assim! Para muitos o livro ainda é um artigo de luxo! Não estou falando do preço dos livros. Estou falando do olhar de desimportância que muitas pessoas têm para esse objeto cultural, que me fascina e me impulsiona. Não entendo como alguém pode conseguir viver sem ler! Minha vida tem se movido em torno do livro, seja escrevendo, ilustrando, falando deles. Mas, embora eu esteja cercado de livros por todos os lados, não sou uma ilha! Pelo contrário, eu e muitos dos meus parceiros, queremos cada vez mais propor momentos de discussão, reflexão, conversa amigável em torno desse objeto de arte e com pessoas que gostam dele. Por isso, vai acontecer o 2º DISCUSSÕES! Evento da Associação dos Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil, que nesta edição discutirá a relação texto-imagem. Dia 14 de setembro. Confira a programação:

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

MOMENTO HISTÓRICO NA PUCRS: OFICINA DE ESCRITA CRIATIVA PARA QUEM QUER ESCREVER PARA CRIANÇAS!!!!

Acaba de começar na PUC do Rio Grande do Sul minha oficina de criação de textos, direcionada a adultos que querem escrever para crianças. A Universidade tem uma enorme tradição em cursos, que eles chamam aqui de ESCRITA CRIATIVA, mas nenhum enfoca estritamente a produção literária destinada ao leitor criança. Esse é um feito inédito e histórico! Estamos todos muito felizes!


LABORATÓRIO DE AUTORIA
Escrevendo histórias para crianças



Objetivo: promover a produção textual destinada ao leitor criança
Período: de 02/09 a 18/11/09 (2ª e 4ª feira)
Horário: das 17h30min às 19h.
Local: sala 223 (arena), prédio 8
Inscrições: de 25 a 31/08/2009
Vagas: 15 alunos


Coordenação: Dr. Maria Tereza Amodeo e Celso Sisto
Ministrante: Celso Sisto


Faculdade de Letras - FALE
Centro de Referência para o Desenvolvimento da Linguagem - CELIN
Av. Ipiranga, 6681 – Prédio 8 – CEP 90619-900 – POA – RS

CRONOGRAMA DO CURSO

02/09 – Apresentação do programa; mapa do leitor (oral e escrito).
09/09 – Apresentações dos mapas de leitores; fatores estruturantes da narrativa; teoria do conto.
14/09 – Declaração dos direitos da criança leitora e declaração dos deveres do escritor de literatura infantil; preparação para criação de textos.
16/09 – Apresentação dos textos; o conto de fadas e a estrutura mínima.
21/09 – Aplicação da estrutura mínima e os novos contos de fadas; preparação para criação de textos.
23/09 – Apresentação dos textos; o conto popular e seus derivados.
28/09 – Identificação dos contos populares; preparação para criação de textos.
30/09 – Apresentação dos textos; a escrita memorialista.
05/10 – Exemplos de textos memorialistas; preparação para a criação de textos.
14/10 – Apresentação dos textos; o conto de caráter social.
19/10 – Exemplos de textos de caráter social; preparação para a criação de textos.
21/10 – Apresentação de textos; as desconstruções, paródias e releituras.
09/11– Exemplos de textos; preparação para a criação de textos.
11/11 – Apresentação dos textos; escolhas finais.
16/11 – Leitura pública dos melhores textos produzidos pelos alunos.
18/11 – Avaliação do curso.

sábado, 29 de agosto de 2009

MEU LIVRO FOI SELECIONADO PARA COMPOR O "KIT ESCOLAR" DE BELO HORIZONTE EM 2010

Prefeitura divulga lista de livros que irão compor Kit Escolar 2010


Publicado em 27/08/2009 17:13:29 - SALA DE NOTÍCIAS - PORTAL BH -GOVERNO DE MINAS GERAIS

Prefeitura de Belo Horizonte divulga a lista de livros que irão compor o Kit Escolar dos alunos da Rede Municipal de Educação em 2010. A relação está disponível pela internet (http://www.pbh.gov.br/educacao) e pela intranet (http://intranet.educacao.pbh/), que pode ser acessada de qualquer computador ligado à Rede Municipal de Informática. Mais informações podem, ainda, ser obtidas através do serviço Alô, Educação! pelo telefone 3277-8646 ou e-mail aloeducacao@pbh.gov.br.A Secretaria Municipal de Educação acompanha de perto a escolha do kit escolar que, anualmente, é distribuído aos alunos da Rede Municipal de Educação, visando oferecer material de primeira qualidade, com peças bem elaboradas e mensagens adequadas à realidade dos estudantes. Os kits buscam respeitar a faixa etária de cada estudante, dos bebês aos adultos. As obras indicadas são analisadas e selecionadas por uma comissão formada por representantes da Secretaria Municipal de Educação, da Fundação Municipal de Cultura e por três consultores especialistas em literatura.

O livro selecionado do autor Celso Sisto chama-se O MAIOR NABO DO MUNDO e estará sendo lançado em breve pela editora ALETRIA, de Belo Horizonte, com as fantástiscas ilustrações de Marcos Garuti. Serão comprados 4mil e 800 exemplares do referido livro, para atenderem a alunos do 1º ciclo 1! Estamos comemorando!!!!
Uma história cumulativa sobre um velhinho louco por sopa de nabo. Um dia a terra dele é arrasada pela seca e ele tem que recomeçar a cultivar seu legume favorito. Depois de plantar uma mudinha, desejou tanto que o nabo crescesse que quase não coube no livro. Uma história cheia de solidariedade e trabalho conjunto. O premiado ilustrador Marcos Garuti empresta o seu talento ao livro com desenhos divertidíssimos!


SISTO, Celso. O maior nabo do mundo. Ilustrações de Marcos Garuti. Belo Horizonte, Aletria, 2009. 32p.



A editora Aletria, também lançará, em breve mais dois livros do autor, ainda esse ano: FRANCISCO GABIROBA TABAJARA TUPÃ, em nova edição; e CHÁ DAS DEZ. Não percam!
Conheça a história de Gabiroba, um menino livre, inquieto e falante. Um dia, durante um banho de chuva, se transforma em Tabajara... Tupã. Neste livro, o autor Celso Sisto estreou como ilustrador e teve o seu talento reconhecido com o prêmio da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.
SISTO, Celso. Francisco Gabiroba Tabajara Tupã (nova edição). Ilustrações do autor. Belo Horizonte, Aletria, 2009. 24p.
Conheça a história de dez velhinhas, bem arrumadinhas que saíram juntas para um chá. Mas, até chegar ao destino final, estas velhinhas passam por várias situações. Mais um livro de Celso Sisto, um tangolomango genial, com ilustrações do premiado chargista Duke.
SISTO, Celso. Chá das dez. Ilustrações de Duke. Belo Horizonte, Aletria, 2009. 28p.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

MAIS UM LIVRO MEU

SISTO, Celso. Tininha Cereja. Ilustrações de Ana Terra. São Paulo, Paulinas, 2009. 24p.

Amigos, é com grande alegria que comunico o "nascimento" editorial de mais um livro meu. Dessa vez, pelas Paulinas. Meu primeiro trabalho nas Paulinas, depois de tantos anos de
publicações. Esse é meu 40º livro e se chama TININHA CEREJA. As Paulinas criaram um selo chamado cesto de letras para abrigar outros livros meus que sairão nos próximos anos. Com certeza, essa parceria renderá muitos frutos! Estou muito feliz com a nova obra, que é o quarto livro novo só neste ano de 2009.

Vejam do que o livro trata:


Tininha Cereja era rosada, rosinha, bem vermelhinha. A tia-avó da Tininha era a Tia-Maria-Avoada-Cheia-de-Pose. As duas eram amigas, amigas de brincadeiras e de palavras. E tinham lá um jeito especial de falar, com umas expressões engraçadas, que enchiam as duas de riso e divertimento! Brincadeira de desenrolar fala embolada, conhece? É preciso saber costurar palavras saborosas com recheio de risos saltadores! Essa é a receita da importância! De uma tornar-se verdadeiramente importante para a outra! Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, de perto ou de longe. Quer provar?

sábado, 15 de agosto de 2009

LIVRO NOVO NA PRAÇA!!!!!!



Fiquei iquei imensamente feliz com o resultado deste novo livro.
As ilustrações da Cristina Biazetto são comoventes!
SISTO, Celso. Rebeca e sua rabeca. Ilustrações de Cristina Biazetto. São Paulo, Salesiana, 2009. 24p.
O livro é a história de uma perda e uma conquista. Rebeca, de tanto assistir o avô construir e tocar rabecas, aprende os segredos da música tirada deste instrumento. Depois que o avô parte, é tocando o instrumento que fora dele, por horas a fio, que ela dá um jeito na sua saudade!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

DISTRIBUIDOR DO LIVRO "O VESTIDO" NO RIO GRANDE DO SUL


Amigos, demorou, mas ficou definido.
Quem vai distribuir o meu livro "O VESTIDO" no Rio Grande do Sul
é a Livraria e Editora Cassol.

É só falar com o Gilmar!

O contato é:


Divulgação e Assessoria Pedagógica
Editora Cassol
Fone: 3315-1131