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quinta-feira, 31 de maio de 2012

ALUABÁ CLUBE DO LIVRO - LISTA DOS LIVROS PARA 2º SEMESTRE 2012 - CAPAS


GRUPO DE LITERATURA AFRICANA

ALUABÁ CLUBE DO LIVRO – LEITORES DE LITERATURA AFRICANA

                                           
Ementa: ALUABÁ quer  dizer banho aromático de ervas sagradas, entre os malês. Em sentido simbólico, também pretendemos essa imersão na literatura africana.  Estaremos lendo e discutindo obras significativas, previamente selecionadas, de autores africanos de destaque, em diálogo com a produção contemporânea.

Público-alvo: leitores e pesquisadores interessados
em literatura africana

Período: de 28/08 a 11/12/2012

Encontros: última terça-feira do mês

Horário: das 13h30 às 15h30.

Local:  ONG CIRANDAR
Rua dos Andradas 1780 – 3º andar 
Centro – Porto Alegre - RS

Inscrições: de 11/06 a 20/08/2012
pelo e-mail: csisto@hotmail.com

Taxa de matrícula: um livro de literatura africana   (lista fornecida pelo coordenação, a ser entregue no primeiro encontro)
                  Atividade gratuita
Coordenação: Prof. Dr. Celso Sisto
                       
CRONOGRAMA DE ENCONTROS E  LEITURAS
28/08 (terça-feira) – “O planalto e a estepe”(Pepetela) - EDITORA LEYA


25/09 (terça-feira) – “Avó Dezanove e o segredo do soviético“ (Ondjaki) - EDITORA CIA. DAS LETRAS



30/10 (terça-feira) – “Um rio chamado Tempo, uma casa chamada Terra” (Mia Couto) - EDITORA CIA. DAS LETRAS



27/11 (terça-feira) – “A conjura” (Agualusa) - EDITORA GRYPHUS



11/12 (terça-feira) – “A flecha de Deus” (Chinua Achebe) - EDITORA CIA. DAS LETRAS
  










quarta-feira, 30 de maio de 2012

ALUABÁ CLUBE DO LIVRO - INFORMAÇÕES E PROGRAMAÇÃO


ALUABÁ CLUBE DO LIVRO - GRUPO DE LEITORES DE LITERATURA AFRICANA




Quer ler e conversar sobre literatura africana?Junte-se a nós. Em breve ALUABÁ CLUBE DO LIVRO - LEITORES DE LITERATURA AFRICANA. Grupo de leitura e estudos de obras da literatura africana, coordenado pelo prof. Dr. Celso Sisto. Reuniões mensais em Porto Alegre. Obras escolhidas.

domingo, 20 de maio de 2012

DA SÉRIE "INOLVIDÁVEL É..." - INOLVIDÁVEL É... CHOCOLATE!


DA SÉRIE "POEMEUS" - FIOS D'ÁGUA


DA SÉRIE "INOLVIDÁVEL É..." - INOLVIDÁVEL É... MÃE!


DA SÉRIE "LAMPEJOS" - LUA CALVA


DA SÉRIE "LAMPEJOS" - ENTRELINHAS


CONVITE MINHA PARTICIPAÇÃO NA BIENAL DE MINAS 2012


Estarei, na próxima segunda-feira, dia 21 de maio, na Bienal de Minas, dividindo a mesa-redonda DESAFIOS E CAMINHOS DA FORMAÇÃO DO LEITOR, com meu amigo Ilan Brenman, com mediação de Rosana Mont'Alverne. Esperamos vocês lá! Em seguida, estarei lançando e autografando a nova edição do livro TEXTOS E PRETEXTOS SOBRE A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS...

DA SÉRIE "POEMEUS" - CONVITE


NOVA EDIÇÃO DO MEU LIVRO "TEXTOS E PRETEXTOS SOBRE A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS"


Estávamos todos na maior expectativa. Recebo diariamente pedidos do livro TEXTOS E PRETEXTOS SOBRE A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS. Pronto! Agora é oficial. Na próxima segunda-feira, dia 21 de maio, lanço a 3ª edição, revista e ampliada, do livro, na Bienal de Minas... A nova edição é da editora Aletria e ficou chique demais, uai!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

LIVRO NOVO! "A DONA DO FOGO E DA ÁGUA", EDITORA MUNDO MIRIM



Alegria, alegria! Acabo de receber o meu novo livro: A DONA DO FOGO E DA ÁGUA, editora Mundo Mirim, com ilustrações de Rubem Filho. O livro integra a coleção Filosofia em Contos e o texto da 4ª capa diz:

"A briga de dois irmãos, filhos do Rei do Universo, provoca caos e terror na Terra. Homens, animais e plantas começam a morrer por falta de água. Quem irá se responsabilizar pelas consequências? É possível um líder exercer sua autoridade de modo ético e justo?
Nesta obra, baseada em uma alegoria africana, Celso Sisto acrescenta elementos modernos à narrativa, provocando reflexões sobre responsabilidade, ética e sobre o que é essencial e supérfluo em nossa vida"

Nem preciso dizer que estou feliz, não é? E ficarei mais feliz ainda com a leitura atenta e os comentários dos amigos! Aguardo!




RESENHA CRÍTICA - COLUNA "LUGAR NA PRATELEIRA" - REVISTA RAINHA DOS APÓSTOLOS - EDIÇÃO DE MAIO DE 2012

No suplemento infantil "Mia e sua turma" (nº 98, ano 12) , na página 6...


DA SÉRIE "POEMEUS" - OBRA


DA SÉRIE "LAMPEJOS" - DITADO POPULARTE 85


domingo, 13 de maio de 2012

CRÔNICAS SINCRÔNICAS - AS MUITAS MÃES DE CELSO

(pintura de Fernando Botero)
Temos todos muitas mães! Eu tive sempre várias! Não, não sou filho adotivo e nem andei de lar em lar, aprontando e sendo devolvido, não!... E isso não seria problema! É que para responsabilizar alguém pelo o quê eu me tornei, só mesmo dividindo os méritos!
Quando nasci dei trabalho, eu sei! Minha mãe foi obrigada a fazer uma cesariana, porque mudei de posição na hora “h” do parto; virei tudo de pernas para o ar. E talvez essa seja, desde o princípio, a minha condição e a minha síntese: virar tudo de ponta-cabeça. Mudar tudo de ordem. Ainda hoje sou assim. Quero mover os móveis da casa, começar texto novo, me encantar com um livro inédito a cada semana, experimentar um prato diferente, trocar de cidade, começar tudo outra vez. Não sei se isso era praga de pai, mas ele sempre dizia: você não vai parar em lugar nenhum, com essa sua inconstância! Não é que ele tinha uma certa razão?! Mas isso não foi necessariamente ruim... foi o meu desígnio, o meu traçado. O meu prêmio.
Puxando o fio da memória, em dia de festa e glória, me deparo com os artefatos do tricô, já que estou aqui tricotando lembranças. Tricô me lembra avó. E por isso chamo as duas: a por parte de pai e a por parte de mãe. Tão diferentes, tão intensas, as duas. América era a mãe da minha mãe. Tinha habilidades na máquina de costura, sabia das artes culinárias e era doce, doce. Tinha cara de céu! Avó angelical e sempre atribulada, mas com uma candura, uma suavidade, que poucas vezes vi em outras pessoas. Sua história de vida ainda hoje me assombra! Sua loucura, sua face dividida, sua fuga para o reino da meninice... A outra, Inocência, a mãe do meu pai. Tão forte! Tão mandona! Olho para trás e vejo o coque banana, os cabelos descoloridos com amônia, a boca sempre vermelha, a taça de vinho que nunca dispensava no almoço e no jantar e as pilhas de fotonovelas Grande Hotel. Tinha histórias deliciosas do seu tempo de menina, em Carangola. E me enriqueceu o imaginário, com as peripécias da Maria Espingarda! Pum! Pum! Basta olhar mais detidamente essa avó, para lembrar-me de sua cristaleira, das licoreiras, dos doces no tacho e do frango com quiabo e canjiquinha! Ai, que sua casa estava sempre em festa, com a montoeira de filhos e netos que queria sempre aos seus pés! E gostava de plantas, como eu!
Regando os jardins do tempo, encontro Dona Miriam, a melhor tia-que-não-era, porque era professora, porque era também uma segunda mãe daquelas crianças que estavam ali para aprenderem sobre si, sobre o mundo, sobre a leitura e a circularidade do viver em grupo! Ela, de fato, foi quem me viciou nas histórias, ao ler, diariamente, na sala de aula, um livro em pequenos capítulos. Aprendi com ela a ser muitos outros. Entrava nos livros, passeava nas músicas que cantávamos em classe, armava acampamento na boca de cena. E nela, vejo surgir outra mãe, outra mestra, dona Adelaide Botelho. Professora mais linda não havia. Na época dos vestidos curtos, os seus eram estonteantes. Gostava do azul-marinho e do mar de peixinhos que éramos todos nós, boquiabertos, diante da beleza e da força da literatura, que ela nos ensinou a amar. Mas era no teatro, dirigindo e me permitindo pisar o palco, que ela tornou-se a princesa encantada da minha história. Querer tanto o teatro, como ela me fez desejar, foi sempre maior do que tudo o que eu podia esperar. Na sua sombra, voando no tempo, estão as muletas de Dona Ofélia, a mamãezinha que dirigia o grupo cênico da Biblioteca Municipal da Vila Mariana, onde de fato, o teatro começou na minha vida! E por falar em começos e vidas, sinto o perfume da Dorly, a professora de Biologia, que biologizou para sempre a minha memória, com seu sorriso ensolarado, seu sotaque curitibanizado, seu exemplo de proximidade, que deveria servir de modelo para todo e qualquer professor do Ensino Médio. Pois ela sim tinha o dom de mediar as nossas descobertas, com jeito de mãe-irmã-mais-velha, sempre disposta a fazer de toda experiência uma etapa do crescimento. Ela, também foi mãe. Mãe do meu futuro, porque naquela época já era hora de pensar na profissão.
Professar, protestar, profissionalizar. Por mais burocrática que sejam as ligações com o trabalho, elas também agora me devolvem o passado. Na ciranda do tempo, vejo as minhas tias. Figuras mágicas, mulheres-maternas-cheias-de-ternuras-eternas, que tinham o poder de nos acompanhar nos primeiros treinos dos afetos, maiores e menores. A tia solteirona, a tia mais posuda, a mais elegante, a mais brigona, a mais faladeira, a mais risonha... Ai que suas vozes entram pelos meus ouvidos e me gritam proezas, as primeiras brincadeiras, a correria, as risadas, o pique-esconde-esconde que o tempo agora responde...Pompéias, Terezas, Silvias, Elzas, Dilmas eram os nomes das primeiras personagens femininas que povoaram o meu Olimpo. Deusas, guerreiras, filhas, tias, mães, mitos.
No clamor da igualdade, tão próprio das mães que alegam gostar do mesmo modo de todos os filhos, resgato a minha rebeldia. E ela vem atada à prima mais querida. Era pássaro, uma Paloma, igual a mim, porque se debatia também por uma liberdade que queriam nos roubar, já que ainda não era hora de nos darem verdadeira autonomia. Fomos, para desespero das mães, os jovens renitentes. E fomos cúmplices na crença de que a arte nos salvaria. Prima-presente também é mãe, em pé de igualdade, porque segura nas mãos o mesmo sonho, porque divide as angústias, porque também fez de mim o maior prisioneiro do melhor futuro.
E o futuro chega mais rápido do que a gente pensa. Ali, na enxurrada dos dias que correm, está Norma, minha mãe-ensinança, na Universidade. Colega de curso, incentivadora, admiradora das minhas loucuras cênicas, mas pé-no-chão, sempre pronta a declarar seu total apoio para as minhas reais possibilidades de fazer o mundo através das palavras escritas. Ela sabia. Eu não queria. Ela insistia. Eu relutava. Ela intuía. Até que eu acreditava...
Pois quando é tempo de colher as rosas, entregar os corações, viver a dois, as mulheres todas se juntam. São mães de família, acostumadas a entregarem tudo para a felicidade dos filhos. Nessa curva audaz, em que iremos tentar aprender finalmente outro convívio, encontro a mãe-cindida, a mãe do Carlos, a mãe-amiga. Esta devolve minha verdadeira mãe, a Neuza da minha certidão, da minha certidentidade, que ágil e prática, sempre me monitorou, algumas vezes contrariada, outras vezes silenciosa, outras tantas resignada.
Quantas mães mais poderei ter? O mundo me livrou das mães-históricas, das Medéias, das mães-Joanas, diabólicas, que sacrificam as crias, em nome do amor, que pode ser outro nome para a vingança do desamor.  Elas existem, não posso fingir que não. Mães são mulheres antes de tudo! E os filhos de Jasão talvez sucumbissem sem a mãe-que-ama-o-pai.  
Pois em todas elas hei de matar a sede. Pedirei colo, a qualquer hora. Verterei lágrimas. Cuspirei risos. Receberei palavras aveludadas, serei olhado com profundidade e amor. Eu sei! As Mães da beleza, as Mães água, as Mães Terra, as Mães Natureza! Todas elas são!


 (by Celso Sisto – 12/05/2012)

DA SÉRIE "LAMPEJOS" - DITADO POPULARTE 84


sábado, 12 de maio de 2012

RESENHAS - JORNAL MUNDO JOVEM - EDIÇÃO DE MAIO DE 2012

Pois é! Mensalmente estou eu aí, na coluna PELO PRAZER DE LER. O jornal está focado no público jovem e é publicado de fevereiro a novembro, pela editora da PUCRS, sob orientação da Faculdade de Teologia. No cantinho superior, do lado esquerdo, estou eu, na página 23, sempre comentando um bom livro, quem sabe, para você ficar animado e aumentar sua bagagem de leitura...

DA SÉRIE "POEMEUS" - DES-ATO DE CRIAÇÃO


DA SÉRIE "LAMPEJOS" - DITADO POPULARTE 83