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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

DA SÉRIE "VESTIR OS VIVOS" - XVIII




(Texto de Celso Sisto para a série “Vestir os vivos”; ilustração de Diana Hope)



XVIII. Pétala por pétala. De repente o buquê. São as Marias do meu jardim que santificam a casa, em todos os pontos cardeais. Abertas, são mensageiras dos segredos da terra. Oferecem beleza feita de delicadezas. Espargem cor em finas camadas de paciência. Abraçam forte sem tocar. Fechadas, são esculturas de seda, retorcidas no calor das horas e dos humores, enclausuradas para o aprendizado da força. Amanhã, quando o primeiro raio de luz tocar a pele alva dos meus dedos, saberei da urgência dos perfumes, e descobrirei a necessidade de também inscrever jardins, em meus versos.

04.02.2013




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