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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

DA SÉRIE "VESTIR OS VIVOS" - XXI



(Texto de Celso Sisto para a série “Vestir os vivos”, Ilustração de Lucio Palmieri)


XXI. A cauda do vento deixou rastros. Fuuuuuuuuuu! O roupão transparente é uma onda gigantesca de objetos afetivos: trem de ferro, ioiô, bambolê, carrinho de rolimã, patinete, lancha a motor, autorama, rede de balançar, foguete de lata. Vou de qualquer jeito! Segura o saco! Olha o cordão! Lá vai a bolinha de ping-pong revoluteando e adejando no ar! Bingo! Penduricalhos da fantasia para o carnaval dos tempos chacoalham de repente. Confetes! Um tabuleiro de xadrez para o baile! Serpentinas riscam o céu do salão.  Meu coração pede água! Pede beijo estalado! Alalaô ôôô ôôô, mais que calor ôôô ôôô. Atravessamos a memória incandescente, abraçados aos personagens estampados nas fotografias de outrora. Dança, pula, bambeia o pião A canção é a vitória da festa. Quanto riso! Quanta alegria! Deixarei aberto o álbum cada vez que a minha voz contar uma história.

08.02.2013


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