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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

POEMAS DA SÉRIE "QUANDO SOU OUTRA COISA" - XXVI.


XXVI.

olho da tempestade
vento da destruição

em instantes 
minhas palavras
irão pelos ares

tento entender
minuciosamente

o conto interrompido
no  momento
da mais alta voltagem
o personagem abandonado
aos prantos
no deserto da página
o cenário inigualável
apagado com violência
pela borracha

lá fora está nublado
vai chover adjetivos funestos

meus dedos se calarão

não há saída
preciso do sol
para iluminar
as raias
dessa tessitura 
de papel
(loucura?)

escrever-se
é assim:
de repente
o fim!

celso sisto
26 de janeiro de 2016
(Da série “Quando sou outra coisa”)



2 comentários:

Unknown disse...

Acho que descobri porque não chove palavras por aqui... Todas as nuvens palavreiras estão sobre sua cabeça!!! Parabéns, poeta!!!

Unknown disse...

Acho que descobri porque não chove palavras por aqui... Todas as nuvens palavreiras estão sobre sua cabeça!!! Parabéns, poeta!!!